Oliver Rowland é um dos vários ingleses com a carreira bancada pela Racing Steps Foundation
Oliver Rowland é um dos vários ingleses com a carreira bancada pela Racing Steps Foundation

Há alguns anos a Racing Steps Foundation tem sido o mecenas do automobilismo inglês. A empresa sem fins lucrativos, criada por Graham Sharp, surgiu em 2007 e desde então vem apoiando – leia-se pagando as contas de – diversos pilotos britânicos até praticamente chegarem às portas da F1.

Atualmente, cinco garotos contam com esse dinheiro no automobilismo. Jack Harvey (vice-campeão da Indy Lights), Oliver Rowland (da World Series by Renault), Jake Dennis (F3 Europeia) e Ben Barnicoat (recém-coroado campeão da F-Renault Norte-Europeia), além do kartista Josh Smith, de 15 anos.

Há ainda dois pilotos que se graduaram no programa: Oliver Turvey, contratado pela McLaren para assumir a função de piloto reserva e guiar no simulador, e James Calado, do time de fábrica da Ferrari no WEC.

Alguém pode até argumentar que a RSF ainda não conseguiu levar um inglês de fato à F1, afinal Turvey só participou do treino dos novatos e de testes de pré-temporada, enquanto Calado andou apenas em alguns treinos livres com a Force India no ano passado. Isso é verdade. No entanto, também vale pensar aonde esses garotos teriam chegado sem o apoio da entidade. Possivelmente teriam ficado pelo caminho, sem dinheiro para um próximo passo na carreira, como acontece com tantos competidores ao redor do mundo.

Por isso, é curioso pensar o que poderia acontecer com o Brasil se houvesse uma Racing Steps Foundation por aqui. Em um país tão grande, certamente o programa ajudaria a diminuir a estatística de jovens de talento, mas que não conseguiram dar prosseguimento à carreira no esporte a motor.

Se a RSF nunca colocou os pés por aqui, o mesmo não pode ser dito do tradicional layout da organização. Quem acompanha o automobilismo internacional sabe que os carros patrocinados pela empresa são fáceis de serem identificados. São predominantemente brancos, com um degrade quadriculado com azul e vermelho no bico, tampa do motor e asa traseira.

Sem tirar nem por, é praticamente o mesmo esquema de pintura usado pelo argentino Diego Chiozzi na temporada de 1997 da F3 Sudamericana. Assim como acontece com os pilotos da RSF original, que sempre estão na luta pelos títulos, o sul-americano da equipe GF fez um bom campeonato e terminou com a taça da divisão Light naquele ano. Na classificação geral, porém, foi o 16º, tendo somado oito pontos.

Abaixo você pode comparar o carro de Chiozzi com as máquinas patrocinadas pela Racing Steps Foundation (as fotos são de Renato Granito e da Renault Sports, respectivamente):

DiegoChiozzi97B

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