Max Verstappen está n olho do mercado de pilotos da F1
Max Verstappen está n olho do mercado de pilotos da F1

Você já sabe. Quando chegam as férias de verão da F1, o noticiário da categoria morre. Assim como morreu a curva Parabolica, de Monza, nesta quinta-feira.

Neste período, as principais notícias geralmente são sobre o mercado de pilotos, embora o de 2015 deva ser um pouco mais fraco, uma vez que Sebastian Vettel, Fernando Alonso, Kimi Raikkonen e Lewis Hamilton têm contrato até o fim do ano que vem e certamente vão esperar o momento certo para garantir um carro competitivo e muito dinheiro antes de tomar qualquer decisão.

Com as principais estrelas do esporte longe de uma negociação definitiva, quem ganha espaço nesse mercado são os jovens talentos. O principal nome é Max Verstappen, de apenas 16 anos, que até o ano passado estava no kartismo. O atual vice-líder da F3 Euro é disputado pelos programas de pilotos de Mercedes e Red Bull.

De acordo com a revista italiana ‘Autosprint’, a montadora alemã saiu na frente e conseguiu assinar com o jovem talento, embora não haja nenhuma confirmação oficial sobre isso. Caso isso aconteça, a tendência é que Verstappen dispute a World Series by Renault ou a GP2 em 2015, com a Fortec aparecendo como equipe favorita para recebê-lo.

Os rubro-taurinos, por outro lado, cogitam pagar a multa rescisória do garoto e colocá-lo na F1 já no ano que vem ao lado de Daniil Kvyat na Toro Rosso.

O que pesa nessa decisão, na verdade, é saber quem vai ter o melhor equipamento daqui a alguns anos. Se os Verstappen acreditam que o motor Mercedes continuará dominante, então o garoto deverá ratificar o vínculo com a montadora germânica. Do contrário, se eles creem em um retorno da Red Bull e da Renault – mesmo com Adrian Newey cada vez mais longe da F1 –, então ir para a Toro Rosso pode ser o melhor caminho.

Tudo isso não passa de um exercício de futurologia. É verdade que neste momento ir para a Mercedes parece a melhor opção, mas Verstappen precisaria se contentar correndo para times como Williams, Force India e Lotus caso Hamilton renove o vínculo no ano que vem ou a equipe consiga atrair outro grande nome para ser companheiro de Nico Rosberg (que também ampliou o contrato recentemente).

Vaga na Red Bull só com saída de Sebastian Vettel
Vaga na Red Bull só com saída de Sebastian Vettel

A situação na Red Bull não é muito melhor. Em primeiro lugar, uma vaga no time de Milton Keynes só vai abrir caso Vettel mude após o próximo campeonato. Se isso acontecer, Christian Horner, Helmut Marko e todo o pessoal rubro-taurino vai precisar tomar uma importante decisão: dá para confiar em Daniel Ricciardo na luta pelo título ou será preciso trazer alguém de fora?

Caso a resposta seja pela efetivação do australiano, então a tendência é que Daniil Kvyat suba da Toro Rosso. Isso daria tempo suficiente para que Verstappen se desenvolva no time B, embora o holandês possa acabar perdendo o timing da promoção para a escuderia principal se os dois titulares mostrarem bom desempenho.

No segundo cenário, com Ricciardo como segundo piloto de alguma estrela, o holandês vai precisar impressionar o suficiente não só para superar Kyvat na Toro Rosso, mas também para tirar o australiano do time principal. Não será fácil. E isso tudo sem a garantia de o carro ser competitivo.

Além disso, a Red Bull também tem um programa de jovens talentos com três pilotos – Ales Lynn, Carlos Sainz Jr e Pierre Gasly – na boca da F1. Mas aí não é tão difícil entender a opção por Verstappen. Não há dúvidas que os três são jovens de talento e podem se desenvolver em bons pilotos – como aconteceu com Ricciardo. Mas assinar com o holandês significar tem alguém já muito talentoso com apenas uma temporada fora do kartismo e que tem potencial para se tornar um destruidor de recordes. Aqui ao menos não precisa ser um cientista espacial para saber qual a melhor decisão.