O mestre da F3

Max Verstappen se tornou o principal nome da F3 nas últimas semanas
Max Verstappen se tornou o principal nome da F3 nas últimas semanas

Quando Max Verstappen anunciou que ia fazer a transição para os monopostos, em 2014, não havia dúvidas de que o holandês teria sucesso na nova fase da carreira. Afinal, mesmo com apenas 16 anos de idade, ele é dono de um currículo de sucesso, tendo vencido ao menos uma vez todas as principais competições de kart do mundo.

Entretanto, ao contrário dos demais garotos que estreavam nos monopostos, o neerlandês optou por um caminho diferente. Em vez de competir na F-Renault, o filho do ex-piloto de F1 Jos Verstappen decidiu correr já na F3, uma vez que o estilo de pilotagem se adaptava melhor a esse tipo de carro.

Por causa disso, era natural que Max levasse um tempo maior de adaptação. Tanto é que nas primeiras 12 corridas do ano na F3 Euro, ele só venceu uma vez, subiu ao pódio em outras duas oportunidades e acumulou cinco abandonos, além de mais duas provas sem marcar pontos. Muita velocidade, mas também diversos erros, um desempenho típico de quem ainda está aprendendo.

Mas tudo mudou quando a categoria chegou a Spa-Francorchamps. Fazendo uso das longas retas belgas e do tempo instável na região, Max venceu as três corridas do fim de semana, se tornando o primeiro piloto a conseguir esse feito em 2014.

O domínio continuou na semana seguinte em Norisring. Embora estivesse competindo pela segunda vez na carreira em um circuito de rua, Verstappen não se intimidou. Em uma pista que não perdoa qualquer tipo de erro e ainda enfrentando o mau tempo em uma das baterias, foram duas poles, três voltas mais rápidas e mais três vitórias, chegando a seis triunfos consecutivos.

Como resultado, Max pulou para a segunda colocação do campeonato, com 230 pontos, 74 atrás de Esteban Ocon, o líder. O problema é que o francês também está em boa fase. Embora Verstappen tenha triunfado nas últimas seis provas, o piloto da Lotus conquistou quatro segundos lugares nessa sequência.

Ou seja, se Ocon mantiver o ritmo e fechar em segundo em todas as outras baterias, Verstappen levaria ainda 11 provas para assumir a liderança do campeonato, caso vença todas. Como restam 15 corridas, isso ainda é possível, mas ele só ganharia a primeira colocação após a segunda bateria da etapa de Ímola, marcada para outubro.

Mas mesmo que o título não venha, o holandês já conseguiu uma importante inversão dentro da F3. Após as primeiras quatro etapas, Ocon era o nome mais falado no paddock por causa do desempenho dominante e consistente na temporada de estreia na F3 Euro. Apesar disso, o francês também foi alvo de diversas críticas pela pilotagem agressiva, que causou alguns acidentes ao longo do ano.

Em Norisring não foi diferente. Na segunda bateria, o líder do campeonato se enroscou com Tom Blomqvist e acabou punido, caindo para a 14ª posição, fora da zona de pontos.

Enquanto isso, mesmo competindo por uma equipe mais fraca, a Van Amersfoort, Verstappen começou a brilhar, atraindo boa parte da atenção que Ocon estava recebendo. Assim, ainda que a vantagem do francês na tabela seja imensa, a batalha entre esses dois pilotos deve ser emocionante na segunda metade da temporada.

O piloto venceu o Masters de F3 nesta semana
O piloto venceu o Masters de F3 nesta semana

Cereja do bolo

Se o título da F3 Euro não vir, Verstappen já tem motivos para comemorar em 2014. É que neste fim de semana ele conquistou o Masters de F3, em Zandvoort. Em um grid com apenas 11 carros, o piloto não deu chances aos adversários e triunfou com uma vantagem de quase 10s para o também holandês Steijn Schothorst, que fazia o debute na modalidade.

Aqui também vale um elogio aos organizadores do Masters. Como a tradicional corrida não caiu nas graças de Gerhard Berger, que fez de tudo para que os carros da F3 Euro não pudessem participar do evento – eles estão rumo à Rússia, onde correm semana que vem –, coube ao estafe do evento trabalhar duro para montar um grid no mínimo competitivo.

Deu certo. Para isso, eles liberaram a prova para os equipamentos da F3 Alemã e da F3 Inglesa e convenceram os pilotos da casa, da própria Holanda, a participar da corrida. Assim, além de Verstappen e Schothorst, o grid ainda contou com Indy Dontje, Dennis van de Laar e Jules Szymkowiak, além dos carros da Van Amersfoort.

Em resumo, para os holandeses, o Masters acabou sendo o que é o Brazil Open para os brasileiros, uma oportunidade de ver alguns dos principais talentos competindo em casa. De quebra, Verstappen repetiu o feito do pai, que havia vencido o evento em 1993.

Você pode clicar aqui para ver os resultados do Masters, além das principais categorias deste fim de semana.

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