Quem serão os pilotos da Nissan em 2015?

A Nissan vai competir na LMP1 em 2015
A Nissan vai competir na LMP1 em 2015

Emoção não faltou na edição de 2014 das 24 Horas de Le Mans. Com Porsche, Audi e Toyota lutando pela primeira posição na classificação geral, as montadoras foram obrigadas a andar no limite, o que acabou causando alguns acidentes, quebras mecânicas e muito, muito drama.

E a corrida do ano que vem deve ser ainda melhor, já que a Nissan é mais uma a entrar na disputa da divisão LMP1. Por isso, nada mais natural que olhar para a corrida do último fim de semana para tentar imaginar quem serão os seis pilotos dos dois GT-R no ano que vem.

Embora não seja algo 100% garantido, é muito provável que a montadora faça uso de alguns dos garotos da GT Academy, aquele programa em parceria com a Sony Mara descobrir novos talentos a partir do jogo Gran Turismo, de PlayStation.

E quem sai na frente nessa batalha é Jann Mardenborough. Competindo atualmente na GP3, o britânico teve duas largadas em Le Mans e impressionou em ambas. Na estreia no ano passado, o inglês terminou na terceira colocação na divisão LMP2. Em 2014, o garoto evoluiu e liderou boa parte da prova na mesma LMP2 até o Ligier sofrer com um problema no freio, derrubando-o para a quinta posição.

O outro nome provável é Lucas Ordoñez. O primeiro vencedor da GT Academy já está algum tempo no automobilismo – sempre apoiado pela Nissan – e competiu tanto em carros GTs quanto em protótipos. De resto, Wolfgang Reip e Mark Schulzhitskiy se desenvolveram em pilotos bem confiáveis, mas ainda parecem estar um nível abaixo do que é esperado para a LMP1.

Jann Mardenborough e Alex Brundle foram bem na estreia do Ligier
Jann Mardenborough e Alex Brundle foram bem na estreia do Ligier

Vendo os plantéis de Audi, Porsche e Toyota, algo que as três montadoras têm em comum é a presença de ex-F1. O time de Ingolstadt conta com Lucas Di Grassi – e Marc Gené como reserva – enquanto a fábrica de Stuttgart contratou Mark Webber a peso de ouro, após o australiano se desligar da Red Bull.

Já os nipônicos seguiram o padrão da Peugeot e resolveram povoar a escuderia com diversos nomes com passagens pela principal categoria do mundo. Afinal, dos seis titulares, apenas Nicolas Lapierre jamais participou de um GP.

Só que isso é muito amplo. Falar em um ex-F1 não quer dizer muita coisa. A montadora japonesa pode escolher alguém como Nick Heidfeld, que já tem experiência com protótipos, trazer Pedro Lamy dos GTs ou até mesmo ficar de olho no atual mercado de pilotos e ver se aparece algum nome interessante.

A Nissan também tem um programa de pilotos – o Nismo Global Driver Exchange – de onde pode aproveitar alguém. Além de Ordoñez, o grupo ainda conta com Tsugio Matsuda, Michael Krumm, Alex Buncombe, Reip, Satoshi Motoyama e Katsumasa Chiyo.

Meu palpite é que Motoyama deva ganhar uma oportunidade. O nipônico foi um dos escolhidos para guiar o Delta Wing e emocionou a todos ao tentar consertar o carro sozinho após se envolver em um acidente com um Toyota. Ele até teve a oportunidade de pilotar o Zeod nas 24 Horas deste ano, mas, como o carro abandonou após apenas quatro voltas, ele não teve a chance de guiá-lo efetivamente.

A montadora também tem um programa de pilotos
A montadora também tem um programa de pilotos

Para fechar os últimos dois nomes, a Nissan pode tentar trazer alguém que já tenha se destacado na LMP2. Como 14 dos 18 carros da divisão deste ano contavam com motores nipônicos, não é muito difícil que a empresa use a boa relação que tem com essas equipes para tentar liberar alguém.

Alex Brundle, por exemplo, vem se mostrando alguém que comete poucos erros nas corridas de longa duração, enquanto Oliver Turvey – este vinculado à McLaren – tem impressionado pela velocidade, principalmente ao ter conquistado quatro poles em cinco etapas na temporada passada da ELMS. Já Nelson Panciatici tem sido o líder da Alpine, desde o retorno da Renault às competições.

Ter tantas opções assim é bom para a Nissan, que tem flexibilidade na hora de montar o plantel. Mas no geral a impressão é que a montadora está atrás do que a Porsche estava há um ano.

Quando os alemães anunciaram que iam competir na LMP1, eles já tinham uma dupla vencedora da prova – em Timo Bernhard e Romain Dumas – e contavam com um programa de pilotos estabilizado nas categorias GT. É verdade que apenas Marc Lieb acabou promovido, mas havia uma base maior para trabalhar e tentar escolher alguém. Aí foi só completar o esquadrão com Webber, e com Brendon Hartley e Neel Jani, tirados da Murphy e da Rebellion respectivamente.

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