Leitinho

Ao vencedor, o leite
Ao vencedor, o leite

Não há muitas dúvidas que as 500 Milhas de Indianápolis são uma das corridas mais tradicionais do automobilismo mundial. E tradição é realmente uma palavra que define bem a prova.

Um bom exemplo é o chamado Gasoline Alley, o apelido dado às garagens de lá. Fazia sentido chamar assim quando os carros reabasteciam com gasolina nas primeiras provas no oval, mas hoje os equipamentos recebem outros tipos de combustível.

Outra tradição é dar uma jarra de leite para o vencedor. Essa comemoração começou em 1933, quando Louis Meyer pediu a bebida por causa do desgaste durante a prova. Aí os produtores locais perceberam que podiam faturar com essa comemoração e desde então presenteiam o ganhador das 500 Milhas.

Desde então o leite esteve presente sempre, tirando o período logo após a Segunda Guerra Mundial, e só uma vez o primeiro colocado não ganhou a bebida. Aconteceu em 1993, quando Emerson Fittipaldi acabou bebendo suco de laranja para promover os negócios que tinham nessa área. E essa desfeita acabou pegando mal com os fãs.

Mas se engana quem pensa que leite é tudo igual em Indianápolis. Aquela jarra que o ganhador recebe foi cuidadosamente escolhida. Isso porque assim que o grid de largada é definido a Associação dos Produtores de Leite de Indiana pergunta a cada um dos competidores que tipo de bebida ele querem.

São três opções: integral (whole), semidesnatado (2%) e desnatado (fat free). Para falar a verdade, eu acho legal essa marca de 2% que os americanos têm para o laticínio. Quer dizer, faz parecer que o integral é muito mais gorduroso que pouco mais que 3%. Mas voltando a Indianápolis, os pilotos ainda podem escolher não escolher. O famoso ‘tanto faz’.

O mais legal disso é que a Associação de Produtores divulga que leite cada um quer. Aí a gente pode chegar a algumas conclusões vendo o grid de 2014. Por exemplo, dos três que não escolheram o tipo de leite, dois já venceram a 500: Buddy Lazier e Jacques Villeneuve. É improvável que um deles vença novamente, mas caso eles estejam na briga na última volta, os organizadores devem ficar felizes, pois só precisam levar uma garrafa.

Vendo entre os pilotos da Penske, apenas Helio Castroneves pediu 2%, enquanto Juan Pablo Montoya e Will Power escolheram integral. Na Ganassi a situação foi diferente. O semidesnatado só não foi a opção de Charlie Kimball, que ficou com o sem gorduras.

Já a KV, vencedora do ano passado, é a única equipe com mais de um carro em que todos os competidores optaram pelo integral. Levando em conta que Tony Kanaan optou pelo 2%, a gente pode dizer que, caso vençam esse ano, literalmente o sabor da vitória vai ser diferente.

Abaixo você pode conferir qual leitinho cada piloto escolheu para este domingo:

leitinho

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s