Pelas barbas do profeta

Acho que essa não é a Gymkhana do Ken Block
Acho que essa não é a Gymkhana do Ken Block

Não lembro se já escrevi alguma vez aqui no World of Motorsport a palavra ‘barbados’. Talvez ela já tenha aparecido em algum texto sobre o Ricardo Maurício ou Dale Earnhardt Jr. Se isso aconteceu, obviamente o assunto devia ser o pelo facial desses pilotos. Só que Barbados também é um país da América Central, extremamente utilizado para todo tipo de trocadilho ruim.

E quem resolveu visitar Barbados – o país, não o pelo do Ricardo Maurício – foi o Global Rallycross (GRC). Pelos mesmos motivos que levam a F1 a lugares como Bahrein, Cingapura e Coreia do Sul, a categoria norte-americana deu o pontapé inicial da temporada 2014 na ilha paradisíaca localizada ao norte da Venezuela e da Guiana.

Além de ser a primeira etapa realizada na América Central, a prova também era cercada por grande expectativa. Isso porque marcou o início da gestão da Red Bull no GRC, o que promete fazer a competição voltar a ter a essência radical dos X-Games e deixando um pouco de lado todas as regras impostas pela FIA.

Fora do Rallycross, o evento em Barbados também contou com a presença da trupe do programa inglês ‘Top Gear’, além de Lewis Hamilton. O piloto da F1 não participou das corridas, mas fez uma exibição com o bólido da Mercedes e jogou uma espécie de futebol entre os carros.

Essas mudanças fizeram com o GRC tivesse novidades com relação ao ano passado. Para 2014, a categoria ganhou a adesão de novas equipes, como Barracuda, Andretti e SH (que também estão na Indy) e uma maior presença de montadoras como a Hyundai, Volkswagen e Subaru (além da Ford, onipresente nos últimos anos).

E quem se deu melhor nessa primeira disputa foi Scott Speed. Com passagem pela F1 e pela Nascar, o americano estreou pela Andretti e não fez feio. Ele herdou a liderança da corrida final quando Joni Wiman e Ken Block se tocaram e, mesmo com a bandeira vermelha e a nova largada, conseguiu manter a primeira colocação até o final.

Curiosamente, essa é a segunda vitória de Speed no GRC, sendo que ambas aconteceram fora dos Estados Unidos. No ano passado, ele já havia vencido na abertura do campeonato, quando Foz do Iguaçu recebeu a etapa brasileira dos X-Games.

Só que, apesar do triunfo do ex-F1, quem acabou chamando a atenção foi Block. É que o piloto do número 43 se envolveu em um forte acidente com Wiman e capotou, o que provocou a interrupção da prova. O americano precisou ser extraído do carro da Ford, mas escapou ileso.

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Eu já tinha achado que a posição do Joker – uma espécie de atalho – da pista de Barbados era perigosa. No vídeo abaixo, você pode ver que os carros saem dele (do piso claro) em alta velocidade e entram na tangência dos demais competidores, que estão contornando uma curva de baixa. Ou seja, as chances de um acidente já existiam.

É verdade que houve uma batida, mas acabou sendo em outro ponto da pista. Na entrada da reta, Block tentou ultrapassar Wiman, mas acabou perdendo o controle do carro ao acertar uma zebra. Sem ter o que fazer, o finlandês acertou o adversário que foi de ponta-cabeça até a barreira de pneus.

Beneficiado pelo acidente, Speed acabou com a vitória, seguido por Steve Arpin, Brian Deegan e Nelsinho Piquet. O brasileiro foi um dos 13 competidores e não decepcionou. Marcou o melhor tempo da classificação, venceu uma das corridas eliminatórias e agora ocupa a terceira colocação na tabela de pontos.

A próxima etapa do Global Rallycross acontece durante os X-Games de Austin, no dia 7 de junho.

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