Felipe Nasr enfim venceu na GP2
Felipe Nasr enfim venceu na GP2

Você lembra o que estava fazendo no dia 17 de julho de 2011? É, já faz algum tempo. Nessa data, há 1029 dias, o hino nacional brasileiro tocava no circuito de Paul Ricard, na França, após a sétima vitória de Felipe Nasr na temporada da F3 Inglesa.

Para terminar na frente naquele domingo, o brasileiro precisou contar com a sorte. Ele ocupava a terceira colocação da corrida quando, na última curva, António Félix da Costa jogou Kevin Magnussen para fora da pista na briga pela liderança. Nasr se aproveitou do incidente e assumiu a ponta pouco antes de receber a bandeirada.

Desde aquele dia, o brasileiro voltou ao pódio em mais cinco oportunidades e garantiu o título da F3. Ainda foram mais dois anos de GP2 – tendo lutado pela taça do ano passado –, além da experiência como reserva da Williams. Mas nada de voltar a vencer.

Tudo mudou neste fim de semana em Barcelona. Largando na sexta colocação na corrida curta, Nasr novamente teve uma ótima largada – um dos pontos fortes do piloto apesar do problema no Bahrein – e pulou para o segundo lugar. Daí foi questão de tempo para alcançar Tom Dillmann, que sofria para aquecer os pneus no asfalto úmido, e superá-lo no segundo giro.

Uma vez na frente, somente uma catástrofe poderia tirar a vitória do brasileiro. É verdade que Jolyon Palmer – o novo segundo colocado – chegou a diminuir a diferença para menos de 1s, mas o britânico precisou gastar demais os pneus para isso e viu Nasr disparar nas voltas finais, fechando a prova com uma vantagem de 7s6.

Essa foi a 50ª corrida do piloto na GP2
Essa foi a 50ª corrida do piloto na GP2

O brasileiro, aliás, já tinha antecipado como seria a prova deste domingo após o pódio conquistado no sábado. Na entrevista coletiva dos três primeiros colocados, Felipe havia dito que não teve dificuldades para cuidar dos pneus em Barcelona e poderia ter brigado por um resultado melhor se não fosse a intervenção do safety-car.

Como a segunda corrida não teve o carro de segurança nem a troca de pneus, Nasr só precisou tomar conta da borracha antes de estilingar rumo à linha de chegada.

E para a F1, esses dois aspectos – largar bem e poupar os compostos – valem mais que a vitória em si. É óbvio que é importante chegar na frente, mas estamos falando de um resultado conquistado na corrida curta do fim de semana, que conta com o grid invertido. Tem peso mais importante para a televisão e para os patrocinadores que esportivo.

Tanto é que nos últimos anos nomes como Nathanaël Berthon, Josef Král, Dani Clos e Giacomo Ricci também triunfaram em corridas curtas, mas jamais chamaram atenção de qualquer equipe da F1.

Já para o próprio Nasr, a vitória é importante por outro motivo. Além de ter dominado fundamentos básicos de uma corrida – algo que ele já vinha fazendo desde o ano passado –, o brasileiro finalmente encerrou o jejum de conquistas. Demorou 50 corridas na GP2, é verdade, mas agora o brasileiro não está mais pressionado para terminar em primeiro. Ele pode voltar a se concentrar em paz no ritmo conservador e constante que vem imprimindo e trabalhar para continuar somando bons resultados graças a essa tática.

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