Treinos da F3 Europeia em Hungaroring

Esteban Ocon foi o melhor piloto da Prema
Esteban Ocon foi o melhor piloto da Prema

Não foi só no Brasil que a F3 foi à pista neste fim de semana. Enquanto Pedro Piquet conquistou duas vitórias na etapa de abertura do renovado certame nacional, em Tarumã, bem longe dali um velho conhecido do grid começava o trabalho para 2014. Último campeão da F3 Sudamericana, Felipe Guimarães foi um dos 29 pilotos que participaram de dois dias de treinos coletivos da categoria europeia em Hungaroring.

Com relação ao ano passado, o grid da F3 Europeia até que ficou intacto. É verdade que Raffaele Marciello foi promovido à GP2, Alex Lynn – agora com o apoio da Red Bull – resolveu correr na GP3 e Pipo Derani se mudou para os Estados Unidos. Mas de resto, tudo ficou mais ou menos igual.

E quem se aproveitou disso para andar na frente foi Felix Rosenqvist. Vice-campeão no ano passado, o sueco está prestes a começar o quarto ano na categoria e o quinto em uma F3. Com toda essa experiência, o piloto de 22 anos comandou as atividades na Hungria ao obter o melhor tempo no segundo dia de testes, com 1min36s080.

A participação de Rosenqvist deve reacender aquele debate sobre limitar a presença de alguns competidores nos campeonatos de base. Depois do vice em 2014, alguém pode argumentar que o piloto tem muito pouco a aprender neste ano, por isso já deveria pensar em passar para uma nova fase na carreira.

Até porque temos visto alguns atletas ficarem anos na GP2, mas jamais conseguirem a promoção à F1, mesmo com o título. Vide Davide Valsecchi e Fabio Leimer recentemente.

Outra justificativa para a continuação de Rosenqvist na F3 é a Volkswagen. Se ignorarmos a segunda manhã de testes, quando o sueco – movido pela Mercedes – conseguiu o melhor tempo geral, os motores da montadora de Wolfsburg lideraram as outras três atividades de pista e ainda viram Antonio Giovinazzi, da equipe B da Carlin, concluir com o segundo posto e apenas 0s134 de déficit.

Como a Mercedes não quer perder o título da F3 ainda mais no ano da chegada dos novos motores, a fabricante facilitou para que o sueco renovasse com a Mücke e seguisse no certame.

Felix Ronsenqvist terminou na frente
Felix Rosenqvist terminou na frente

Se Rosenqvist não é exatamente uma novidade no grid, o mesmo não pode ser dito do terceiro colocado na classificação. Mais rápido no primeiro dia, Max Verstappen ignorou estar estreando nos monopostos neste ano e vem mostrando que pode, sim, ser um candidato a pódios e vitórias já em 2014.

O que pesa contra o holandês é competir pela Van Amersfoort. A esquadra já havia tido um desempenho muito bom nos treinos coletivos do ano passado, mas o máximo que conseguiu durante o campeonato foi apenas um terceiro lugar com Sven Müller na etapa final, em Hockenheimring. Jake Dennis, da equipe principal da Carlin, foi o quarto, seguido por Tom Blomqvist.

Tricampeã, a Prema parece que vai sofrer no começo do ano ao apostar em novatos. Tanto é que o melhor representante do time italiano foi Esteban Ocon, sexto colocado na classificação geral. Jules Szymkowiak surpreendeu ao colocar o segundo carro da Van Amersfoort em sétimo, seguido por Lucas Auer, Jordan King e Ed Jones.

Único piloto da Double R neste ano, Guimarães foi o 15º. O brasileiro, no entanto, pode ficar satisfeito com o desempenho apresentado na Hungria. Isso porque ele conseguiu melhorar o próprio tempo em 0s9 do primeiro para o segundo dia, enquanto a maior parte dos pilotos teve ganhos menores de 0s5, mostrando claramente a adaptação ao equipamento.

Voltando a falar nos motores, quem não teve muitos motivos para comemorar foi a Renault. Retornando à F3 após mais de dez anos, a montadora francesa viu os dois carros da Signature terminarem apenas em 25º e 26º. É claro que eles ainda precisam evoluir, mas eu colocaria o peso do resultado muito mais na inexperiência e nas limitações da dupla – Óscar Tunjo e Tatiana Calderón – que no próximo carro.

Ainda na parte de trás da tabela, quem esteve presente foi Márk Királykuti. Há alguns anos, o húngaro apareceu como uma espécie de fenômeno ao fazer a transição do kart para os monopostos quando era muito jovem, mas acabou não conquistando bons resultados e parou de correr. Neste fim de semana, ele esteve de volta ao menos para tentar fazer a alegria da torcida da casa.

Com problemas mecânicos, Nicholas Latifi praticamente não treinou. A F3 Europeia agora volta às pistas nos dias 19 e 20 de abril, em Silverstone para a primeira etapa do campeonato.

Confira os tempos de Hungaroring:

temposhungria

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