O carro da F4 é um velho conhecido dos brasileiros
O carro da F4 é um velho conhecido dos brasileiros

Para 2014, a F3 Sudamericana mudou de nome e se tornou F3 Brasil, passando a correr apenas aqui no país. Isso, no entanto, não quer dizer que este lado do mundo vai ficar sem uma categoria continental. É que neste ano estreia a F4 Sudamericana, um campeonato de base destinado aos pilotos que estão saindo do kart.

O novo torneio, na verdade, foi anunciado no fim do ano passado, sendo uma ideia do argentino Gerardo ‘Tato’ Salaverria em parceria com a federação do Uruguai, talvez a entidade mais atuante do automobilismo da América do Sul como um todo.

Por isso, não é surpresa o projeto praticamente não ter participação da contraparte brasileira e estar dando certo. Aliás, é mais curioso ainda ela ter como carro um Signatech, velho conhecido aqui no Brasil, que foi usado por dois anos pela F-Futuro, campeonato promovido por Felipe Massa entre 2010 e 2011.

E enquanto ainda está realizando os primeiros testes de pré-temporada na tentativa de atrair jovens pilotos, a F4 divulgou nesta quarta-feira, dia 26, o calendário de 2014.

O campeonato começa no dia 6 de abril, no autódromo de Mercedes, no Uruguai. Depois visita a pista de El Pinar e passa por cinco circuitos argentinos antes de desembarcar no Brasil, no dia 19 de outubro, em Curitiba.

A F4 estreia em 2014
A F4 estreia em 2014

Se houve algum acerto dos brasileiros em negociar com a F4 foi definir essa data para a corrida. É que a pista paranaense vai receber no mesmo dia o Brasileiro de Marcas e a F3 Brasil. Ou seja, apesar de ter perdido uma etapa com relação ao calendário proposto provisoriamente, o país conseguiu juntar os dois campeonatos de monopostos em um mesmo dia e em um mesmo local.

E evidentemente isso é importante para os dois campeonatos. Para a F4, porque é loucura uma categoria de base sul-americana esquecer o Brasil, levando em conta o destaque que o país tem no continente. Basta ver que estamos falamos da principal economia local e do país que mais exporta pilotos para categorias europeias e norte-americanas.

Isso sem falar na falta de certames de base menores que a F3 por aqui. É uma forma de apresentar o projeto para os brasileiros, criar parcerias e fortalecer a marca.

Por outro lado, a F3 Brasil também vai se beneficiar. Apesar de o campeonato ter optado por cortar as ligações com o mercado sul-americano em 2014, é uma maneira de atrair competidores do resto do continente. Dessa forma, também para meninos e meninas da Argentina, do Uruguai e de outros países passa a ser viável disputar o certame brasileiro antes de se mudar para os principais centros do automobilismo mundial.

O único porém é ver como a F4 vai reagir a uma corrida no Brasil. Basta lembrar que as últimas provas da F3 Sudamericana na Argentina foram marcadas por grids baixíssimos, o que acabou fazendo com que o campeonato mudasse de nome. Agora chegou a vez de eles atravessarem a fronteira.

Confira o calendário da F4 Sudamericana:

calendario F4