A Force India terá uma equipe na GP2 em 2014
A Force India terá uma equipe na GP2 em 2014

Enquanto as equipes da F1 ainda se preparam para a segunda bateria de treinos coletivos, no Baherin, a Force India aproveitou a sexta-feira, dia 7, para anunciar que vai disputar a temporada 2014 da GP2 em uma parceria com a Hilmer. O time alemão estreou no campeonato no ano passado e agora funcionará como um time junior da esquadra da F1.

Com a parceria entre Hilmer e Force India, pelo menos três equipes da F1 serão representadas na GP2 na próxima temporada. Além do time de Vijay Mallya, a McLaren fechou recentemente um acordo com a ART para que a escuderia de Nicolas Todt sirva para desenvolver os pilotos de Woking. Em troca, eles terão apoio dos engenheiros do MTC e da Honda.

A terceira equipe presente é a Caterham, cujo programa de pilotos até agora só serviu para levar o dinheiro de Giedo van der Garde da GP2 para a F1.

Há ainda a Arden, de propriedade de Christian Horner, embora a última passagem de um piloto da Red Bull pelo time foi Sébastien Buemi, em 2008.

Ainda que a presença das escuderias da F1 na categoria de acesso seja discreta, três equipes é o maior número desde que o campeonato foi criado. Nos anos modernos, o auge dessa relação aconteceu no fim da década de 1990, quando McLaren, Prost, Minardi, Arrows, Sauber (Red Bull) e Williams (Petrobras) tinham times na F3000.

A McLaren já teve uma equipe junior
A McLaren já teve uma equipe junior

A história mais curiosa daquela época aconteceu com a McLaren, em 1998, ao montar uma equipe para desenvolver Nick Heidfeld para a F1. E a tática da escuderia começou bastante bem. O alemão terminou o campeonato de estreia com o vice-campeonato, ficando atrás apenas de Juan Pablo Montoya.

No ano seguinte, Heidfeld fez valer o conjunto dominante da McLaren e conquistou o título com quatro vitórias e praticamente o dobro de pontos do segundo colocado, o dinamarquês Jason Watt.

Na F1, no entanto, a história mudou. O piloto foi colocado primeiramente na Prost, em 2000, e depois transferido para a Sauber no ano seguinte. A oportunidade na equipe suíça era a chance que o germânico tinha para mostrar que poderia substituir Mika Hakkinen como titular, já que o bicampeão resolveu se aposentar no fim daquele ano.

É verdade que, por causa da presença de Heidfeld, as atenções da McLaren realmente se voltaram para a Sauber na busca por um substituto. Para o azar do alemão, o escolhido acabou sendo o companheiro de equipe, Kimi Raikkonen, que havia pulado direto da F-Renault pela F1 e rapidamente ganhou a chance em uma equipe de ponta. O time junior da McLaren, portanto, não serviu para nada.

Vale lembrar que alguns brasileiros tiveram chances nessas equipes juniores da F1. Mario Haberfeld foi companheiro de Heidfeld em 1998, enquanto Ricardo Maurício e Enrique Bernoldi guiaram pela Red Bull Junior. Alexandre Sperafico recebeu uma chance na Minardi e Marcelo Batistuzzi chegou a competir pela Arrows.

Mas a maior delegação obviamente veio da Petrobras Junior, com o próprio Batistuzzi, além de Bruno Junqueira, Max Wilson, Antonio Pizzonia, Jaime Melo e Ricardo Sperafico. Muitos deles tiveram a oportunidade de testar na Williams, mas apenas Pizzonia chegou a assumir a vaga de titular, mesmo que por algumas etapas apenas.