A nova Ferrari de 2014
A nova Ferrari de 2014

A Ferrari se tornou, neste sábado, dia 25, a segunda equipe a apresentar o carro para a disputa da temporada 2014 da F1. Após um campeonato de altos e baixos no ano passado, o time de Maranello passou por mudanças significativas: trocou Felipe Massa por Kimi Raikkonen e reforçou o departamento técnico com os retornos de Rory Byrne e James Allison.

Após quase dois anos de trabalho em cima das novas regras, a F14 T foi apresentada neste sábado. Curiosamente, em um primeiro momento, o nome parece ser mais complexo que o próprio equipamento.

Pela internet, a Ferrari pediu aos fãs que escolhessem como o novo modelo seria batizado. Venceu a opção F14 T, que ninguém sabe ao certo o que quer dizer. Pode ser uma abreviação de ‘Ferrari 2014 Turbo’, ‘F1 2014 Turbo’ ou então – a minha favorita – um jeito estilizado de escrever Fiat, trocando o I e o A pelo 14.

Sem ambiguidade, o carro em si é bem mais simples e, até certo ponto, parece uma evolução do equipamento do ano passado. Levando em conta que o desempenho da Ferrari em 2013 foi bastante bom até a mudança dos pneus, então apenas consertar o que deu errado não parece uma abordagem ruim.

Única equipe que deve usar suspensão pull-rod no eixo dianteiro, a Ferrari optou por continuar com um carro mais alto em relação ao solo, favorecendo a aerodinâmica. No entanto, como as novas regras determinam um bico baixo, com 18,5 cm de altura máxima, a solução encontrada pela equipe italiana foi criar uma espécie de tromba, ligando o monocoque elevado à asa dianteira.

A comparação com a Ferrari do ano passado. Tirando o bico, é bastante similar
A comparação com a Ferrari do ano passado. Tirando o bico, é bastante similar

Essa aparência plana e larga do bico também não é por acaso, já que foi a opção da equipe italiana para gerar downforce. Talvez, a grande questão seja como isso possa compensar a passagem de ar por baixo do carro, uma vez que não há muito espaço devido à parte plana.

A asa dianteira também não trouxe grandes novidades, o que pode significar que essa ainda não é a versão que será usada na abertura do Mundial.

Na parte intermediária do carro, o destaque foram os sidepods e a entrada de ar da tampa do motor sendo menores que os das demais equipes. A tendência por um sistema de refrigeração avantajado servia para que os times diminuíssem os problemas de confiabilidade com o novo motor e unidade de energia.

Levando em conta que a Ferrari foi uma das fabricantes que mais testou os novos propulsores (basta lembrar aqueles treinos com o carro camuflado em Fiorano e Mugello), então ela pode ter descoberto também o limite da durabilidade das novas peças, o que a permitiu fazer um carro mais estreito.

Ainda no sidepod, é curioso ver que ele é bem sinuoso, um reflexo da preocupação com a aerodinâmica, algo trazido por Byrne e Allison.

O designer mame, da MCDesign já havia adivinhado como seria o carro (ou quase)
O designer mame, da MCDesign já havia adivinhado como seria o carro (ou quase)

Por fim, assim como já havia acontecido com a McLaren, a Ferrari posicionou uma estrutura de suporte na asa traseira justamente na saída do escapamento. O objetivo, claro, é direcionar os gases expelidos para a asa.  A equipe também optou por ainda não mostrar o difusor, talvez tendo descoberto algum segredo para o campeonato.

Um último detalhe da Ferrari de 2014 é que ela parece tanto uma evolução do ano passado que o designer japonês Mame, da MCDesign, já tinha acertado como o carro seria. Quer dizer, ele desenhou um conceito do equipamento da McLaren (outro que também tinha suspensão pull-rod em 2013), mas no final a correspondência é quase perfeita com a equipe italiana.

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