O F3 Brazil Open viu um crescimento no grid
O F3 Brazil Open viu um crescimento no grid

Para fechar os eventos do último fim de semana, hoje é a vez do F3 Brazil Open, que teve a quinta edição realizada no autódromo de Interlagos.

O problema é que falar de F3 aqui no Brasil é sempre muito difícil por causa de todos os problemas que a categoria enfrentou nos últimos anos. Basta lembrar que em algumas etapas do ano passado o grid era de apenas seis carros.

O lado bom é que essa não foi a realidade do Brazil Open, com o campeonato tendo reunido dez carros. É claro que uma dezena de competidores ainda é um número muito baixo para um grid competitivo em qualquer lugar do mundo, mas já é uma evolução com relação a 2013, por exemplo.

Além disso, dessa vez não houve a presença de gentleman drivers, o que deixou o evento ainda mais competitivo. Até mesmo Fernando Galera (Prop Car) e Leandro Florenzo (Capital), que estavam afastados do automobilismo, foram contratados por causa da experiência que têm na F3 Sudamericana e por terem condições de brigar por bons resultados. Florenzo, por exemplo, chegou até mesmo a vencer a pré-final, no sábado.

Quanto ao desempenho geral dos outros competidores, o Open não foi tão diferente do que já havia acontecido na F3 Sudam. Para variar um pouco, Felipe Guimarães dominou todas as atividades, garantindo o título. O único revés do piloto radicado em Brasília foi ter perdido a pré-final por ter sido punido duas vezes (uma por queimar a relargada e a outra por ultrapassar em bandeira amarela).

Felipe Guimarães foi campeão, para variar
Felipe Guimarães foi campeão, para variar

Mas até essas punições foram curiosas porque Guimarães não é um piloto que costuma desconcentrar durante uma prova. Pelo contrário. Talvez o principal fator nesse um ano e meio que ele tem dominado a F3 seja justamente essa capacidade de não se colocar em problemas.

Explico. Até mesmo pela experiência que tem em relação aos demais adversários, já era esperado que ele dominasse as corridas. Só que é comum quando há um piloto acima da média, que ele diminua o ritmo, não force tanto e, às vezes, acabe cometendo um erro ou outro, criando dificuldades para si mesmo. Mas isso nunca aconteceu com o piloto da Hitech. Os outros adversários não o acompanham? Tudo bem, ele continua acelerando forte na batalha contra o relógio. Na segunda bateria, por exemplo, ele ganhou com 26s de vantagem para o segundo colocado.

Falando ainda na Hitech, o segundo piloto da escuderia foi Victor Franzoni, que até chegou a incomodar o companheiro de equipe na primeira prova do fim de semana, mas acabou sofrendo um acidente na segunda bateria e, embora tenha garantido o vice-campeonato, jamais conseguiu recuperar o desempenho de antes.

Na última prova, Franzoni também teve uma boa batalha com o russo Dhzon Simonyan, com uma ultrapassagem de cada lado. E o russo também foi outro que sofreu com problemas durante todo o evento e só conseguiu se recuperar nesse duelo com Franzoni.

No resto, quem surpreendeu foi Lukas Moraes. O paulista disputou a F-Abarth na temporada passada, tendo conquistado uma vitória e outros quatro pódios.

Dessa vez, mesmo andando na categoria Light, ele foi rápido até mesmo na comparação com os carros da divisão principal. Foi terceiro colocado nos treinos livres, repetiu a posição no qualifying, chegou a andar em segundo na corrida 2 antes do acidente com Franzoni, voltou a ser o segundo na pré-final, mas acabou perdendo ritmo na corrida decisiva, sendo apenas o sexto colocado.

É o resultado final que vale, mas Lukas foi quem melhor conseguiu aproveitar os quatro dias de evento para mostrar algo a mais do que já havia feito em 2013. Agora os carros da F3 agora voltam à pista no dia 6 de abril para a primeira etapa da nova F3 Brasil. E você pode clicar aqui para ver o resultado do Brazil Open, em inglês.