Kimi já tinha usado o 7 em 2013, incluindo no capacete
Kimi já tinha usado o 7 em 2013, incluindo no capacete

Enquanto a Toyota Racing Series é o que salva o automobilismo mundial nestas primeiras semanas de 2014, a F1 tem dificuldades para se destacar no noticiário. No momento em que todo mundo espera o lançamento dos novos carros, a principal categoria do automobilismo mundial teve um breve momento de evidência nesta sexta-feira, dia 10, quando a FIA divulgou a lista de inscritos já com o número que os pilotos vão usar por toda a carreira.

Isso aconteceu porque a entidade mudou as regras a partir deste ano e vai permitir que os pilotos usem um número fixo, de uma forma parecida como acontece na MotoGP e na Nascar.

Das escolhas feitas, o maior destaque foi Pastor Maldonado, que optou pelo 13. Devido à superstição – ele é associado ao Zagallo ao azar –, esse número não foi usado na categoria nas últimas quatro décadas, e o venezuelano se tornará apenas o quarto competidor na história da F1 a carregá-lo.

Outro que também teve alguns instantes de fama – embora negativos – foi Jules Bianchi. O francês já havia divulgado no fim de 2013 que escolhera 7, 27 e 77. O problema é que Kimi Raikkonen também quis o 7, Nico Hülkenberg pegou o 27 e Val77eri Bo77as será o 77. Como os três terminaram na frente na classificação do último campeonato, restou ao francês fazer uma quarta escolha e se tornar o 17.

Falando em Raikkonen, por causa da falta de notícias, ele acabou sendo personagem nessa seleção dos números. Algumas histórias publicadas apontaram que o piloto escolheu o 7 somente porque não quis mudar com relação ao ano passado, sem um motivo maior.

Não é exatamente verdade. O finlandês nunca escondeu que gosta do número 7 e por isso estava disposto a fazer de tudo para mantê-lo. A maior prova disso foi o capacete de 2013 já tendo esse numeral pintado. Que outro competidor já fez algo do tipo sem as regras obrigarem.

O que Raikkonen disse à Ferrari segue essa linha. De maneira seca e contida, como sempre fez, o piloto confirmou que já gostava do 7. “Não há uma história particular sobre isso. É o número que eu já tinha no ano passado, e não vi motivo para mudá-lo. Eu gosto dele, o que já é algo bom o bastante, não é?”