Chris Griffis Memorial Test 2013

Victor Franzoni foi um dos brasileiros na pista
Victor Franzoni foi um dos brasileiros na pista

Enquanto as equipes do automobilismo europeu de base aproveitam os meses de novembro e dezembro para testar exaustivamente antes das proibições da nova temporada, a situação é um pouco diferente nos Estados Unidos. Deste lado do Atlântico, é verdade que alguns times participam de longas sessões de testes privados, mas há uma data em específico que eles se juntam: é o Chris Griffis Memorial, quando as categorias do programa Road to Indy se reúnem para dois dias de atividades.

A edição 2013 do treino aconteceu no início desta semana, em Barber, onde as equipes da USF2000, Pro Mazda e Indy Lights deram chance a alguns novatos e também aproveitaram para testar quem já assegurou contrato para o ano que vem.

Neste momento do ano, ainda é muito cedo para dizer como o grid dessas categorias vai estar, da mesma forma que não dá para dizer o que cada um estava avaliando. Ainda assim, é uma ótima oportunidade para ver algumas caras novas no automobilismo norte-americano.

E o Brasil não ficou fora do treino. O país foi representado por cinco pilotos. Victor Franzoni e Gustavo Myasava estiveram com o equipamento da USF2000, Pipo Derani e Nicolas Costa andaram pela Pro Mazda e Yann Cunha, na Indy Lights, completou a delegação.

Pipo Derani enfrentou problemas
Pipo Derani enfrentou problemas

USF2000

A categoria menor geralmente é a que tem mais inscritos, mas também sofre com mais alterações até o início da temporada. Além de vários pilotos que competiram em 2013 estarem ausentes, incluindo os brasileiros Danilo Estrela, Arthur Oliveira e Felipe Donato, times como a própria Andretti não apareceram.

E nessa situação quem aproveitou para brilhar foi Henrik Furuseth. O jovem norueguês liderou duas das quatro sessões, mas terminou apenas em sétimo na soma dos tempos, já que não foi bem quando a pista esteve em melhores condições (justamente na última tarde). Com isso, a liderança ficou com o novato Aarton Telitz, vencedor do Shootout da Skip Barber.

Telitz testou pela equipe Afterburn, a mesma que Franzoni e Myasava. Só que os brasileiros não foram bem. Franzoni teve problemas no último dia e sequer marcou tempo na última sessão. No dia anterior, o brasileiro teve dois sétimos lugares, o que dá uma perspectiva melhor do desempenho. Myasava, por sua vez, fechou em 14º no combinado, tendo o oitavo posto no primeiro treino – debaixo de chuva – como melhor resultado.

USF2000 Barber

Pro Mazda

Embora tenha sofrido com grids vazios em 2013, a Pro Mazda repetiu a USF2000 e colocou 19 pilotos no Memorial, embora alguns deles tenham participado de apenas um dia de treinos. Um desses foi Nicolas Costa. Andando pela JDC, o primeiro campeão da F-Futuro só participou das sessões finais, fechando em nono.

Pipo Derani, confirmado na temporada completa da categoria pelo Team Pelfrey, teve um desempenho de altos e baixos. O brasileiro chegou a terminar com a terceira colocação no primeiro dia, mas, a exemplo de Franzoni, acabou sofrendo com problemas nas demais atividades sendo somente o 14º no combinado de tempos.

O topo da tabela também não deixou de ser surpreendente. Apesar de contar com nomes badalados, a categoria viu o jovem mexicano Alfonso Cellis Jr, vindo da F-Renault Norte-Europeia, terminar na frente. Aliás, as quatro sessões tiveram quatro líderes diferentes. Roberto La Rocca, Shelby Blackstock e Spencer Pigot também sentiram o gostinho da primeira posição.

Pro Mazda Barber

Indy Lights

Novamente com poucos representantes, a principal categoria de acesso viu o domínio de Alex Baron. Após ter disputado apenas duas etapas da USF2000 no ano passado, o francês ignorou a progressão natural da carreira e resolveu dar um passo enorme para a Indy Lights, tendo fechado com a Belardi.

Nesse primeiro treino, a tática parece ter dado resultado, e o antigo empresariado de Nicolas Todt foi o mais rápido. Embora isso não signifique muita coisa neste momento, não deixa de ser curioso ele ter superado Jack Harvey com extrema facilidade. É que o inglês venceu a F3 Inglesa no ano passado, disputou o título da GP3 neste ano e ainda compete com a Sam Schmidt, melhor escuderia do certame. Na teoria, portanto, deveria ser o favorito.

Yann Cunha, por sua vez, andou com a mesma Sam Schmidt e fechou em quinto, tendo sido o terceiro no fim do primeiro dia de atividades.

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