Vitórias de Pic e Chilton

Enquanto Charles não vence, Arthur Pic faz a alegria da família
Enquanto Charles não vence, Arthur Pic faz a alegria da família

Ver Max Chilton e Charles Pic brigando pelas últimas posições da F1 já se tornou algo comum. Competindo por Marussia e Caterham, os dois pilotos não têm muita perspectiva de ir além do 20º lugar, mesmo nos melhores dias. No entanto, isso não quer dizer que eles não possam estar nas celebrações das vitórias.

No que depender das famílias Chilton e Pic, os dois pilotos têm bons motivos para comemorar – mesmo à custa dos outros.

Começando pelo clã francês, Charles está assistindo ao irmão mais novo, Arthur, tentar trilhar os passos rumos à principal categoria do automobilismo mundial. Após passar três temporadas na World Series, o caçula já se prepara para competir na GP2 no ano que vem. Enquanto isso, ele ainda arrumou tempo para dar um pulo na Índia para a disputa da MRF Challenge, um campeonato pré-F3 local, que fez a preliminar da F1.

Para andar em Buddh, Pic foi presenteado com uma bolsa da Renault. E acabou mostrando que a escolha não foi por acaso. Na primeira etapa de 2013, o francês não só largou na pole-position, mas também triunfou quase que de ponta a ponta, ao sustentar a pressão de Tio Ellinas.

Com a sexta colocação na segunda prova, o Pic caçula lidera o campeonato, com 35 pontos, contra 30 de Ellinas.

Tom Chilton venceu em Xangai no photochart
Tom Chilton venceu em Xangai no photochart

Na família Chilton, a situação é um pouco diferente. Enquanto Max corre na F1, quem está brigando pelas vitórias é o irmão mais velho, Tom. Ao contrário do representante da Marussia, o piloto decidiu se dedicar a categorias de turismo desde o início da carreira, tendo disputado o BTCC nos últimos anos.

Em 2012, ele fez parte do projeto da Ford de retornar ao WTCC, mas acabou ficando sem vaga com a desistência da montadora. A solução foi buscar a grana da seguradora AON – cujo pai é um dos sócios – para arrumar um dos carros da equipe RML, que passava por dificuldades após a perda do apoio de fábrica da Chevrolet.

Assim, Tom Chilton garantiu um dos lugares mais badalados do WTCC atual, ao dividir a RML com Yvan Muller. Com o francês vencendo seis das 22 etapas disputadas até aqui, o britânico tinha triunfado apenas uma vez, em Sonoma. Mas tudo mudou neste fim de semana, quando o Mundial visitou Xangai.

Em uma corrida marcada pela pista secando, Chilton perseguiu Muller durante a prova até colocar o carro lado a lado nas últimas três curvas. Quando chegaram à reta principal, o inglês tracionou melhor, mas precisou do photochart para ter a vitória confirmada. Por apenas 0s01, ele pôde comemorar a segunda conquista na categoria – e essa de uma maneira épica.

Com Charles e Max brigando pelas últimas colocações e Arthur e Tom disputando as vitórias, é inegável que fica a dúvida: o que vale mais, lutar por vitórias e ou estar na F1? Nesse caso, acho que a resposta é os dois. É claro que chegar à principal categoria do automobilismo mundial é um sonho de qualquer piloto, mas imagino que andar em último por tanto tempo deva encher o saco. Daí, é natural que eles se mudem para algum lugar para estar mais próximos das vitórias, mesmo que isso signifique outra categoria.

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