Marlboro em Macau

Ayrton Senna em Macau
A vitória de Senna em Macau completa 30 anos

Não é nenhuma novidade que a Philip Morris, por meio da marca Marlboro, foi uma das grandes incentivadoras do automobilismo há algumas décadas. Com o objetivo de aumentar cada vez mais a base de fumantes, a empresa não poupou recursos e investiu nos mais variados campeonatos do mundo. Assim, não era difícil ver um carro alvirrubro, com o mesmo esquema de pintura triangular, andando por aí.

Além dos prejuízos óbvios à saúde, outro problema que a Philip Morris trouxe ao automobilismo foi a falta de identidade visual das equipes. Os carros branco e vermelho foram inesquecíveis? Sim, mas não eram particularidade de um time – como McLaren ou Penske – ou outro, mas da própria investidora.

Por isso, uma das maiores dificuldades hoje em dia é esses times fazerem algum tipo de homenagem aos anos vitoriosos da época da Marlboro. Primeiro porque comercialmente ninguém gosta de fazer publicidade gratuita e, segundo, pelas restrições a patrocínio de empresas de cigarro em todo o mundo.

Dessa forma, quando alguma escuderia quer usar um layout retro, lembrando os anos da Marlboro, invariavelmente ela acaba sendo obrigada a fazer pequenas modificações pontuais para que ninguém a associe aos cigarros.

E é isso o que vai acontecer na edição de 2013 do tradicional GP de Macau.  Como a corrida deste ano marca a 30ª vez que a corrida passou a ser disputada pelos carros de F3 – a 60ª disputa no geral –, quem resolveu voltar ao evento foi Teddy Yip Jr, filho do dono da equipe Theodore, que venceu na prova inaugural de 1983 com Ayrton Senna.

Yip Jr. seguiu os passos do pai e hoje também é dono de escuderia, disputando a GP3 com a Status GP. No entanto, ao invés de inscrever o time canadense, o dirigente resolveu fechar uma parceria com a Prema para ter dois carros pintados com as cores da Theodore 30 anos depois da vitória de Senna.

O problema é que o brasileiro venceu a corrida asiática em um carro da Marlboro. Por isso, obviamente não dá para adesivar o equipamento da Prema com a marca de cigarros.  A solução encontrada, obviamente, foi fazer uma modificação aqui e ali – principalmente no sidepod do carro – para que a relação não ficasse tão obviamente.

Esse é o esquema de pintura da Prema para Macau
Esse é o esquema de pintura da Prema para Macau

Mas vamos falar a verdade, não é que ficou bom? Por alguns ângulos, o carro é realmente parecido com o da Marlboro. Em outros, o disfarce até deu certo e fica parecendo uma homenagem bem distante.

Essa, aliás, não foi a primeira vez que uma equipe precisou se utilizar desses artifícios para não deixar em evidência a marca de cigarros. Isso já havia acontecido na etapa de Bathurst de 2012 da V8 Supercars. Na época, eu escrevi um texto a respeito, basta clicar aqui para relembrar.

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