Eliminatória americana do Instituto da FIA

Edson Junior será o representante brasileiro no Instituto da FIA (Foto: Rodrigo Ruiz)
Edson Junior será o representante brasileiro na eliminatória do Instituto da FIA

Lembra o projeto do Instituto da FIA, um programa criado pela entidade máxima do automobilismo mundial para dar treinamento a jovens pilotos para que eles pudessem seguir carreira no esporte a motor? Não? Mas ele ainda existe.

Depois de contar com a participação de nomes como Robin Frijns, Alexander Rossi, Richie Stanaway e Andreas Mikkelsen, o Instituto mudou o regulamento para 2013. Neste ano, para participar dos cursos da FIA, o piloto precisa ser o vencedor de alguma das eliminatórias continentais. Assim, os cinco ganhadores (Europa, Oriente Médio, África, América e Extremo Oriente/Oceania) se juntam a três garotos convidados para as aulas em novembro.

E a partir desta segunda-feira, dia 14, o autódromo de Puebla, no México, recebe as eliminatórias americanas, com garotos e garotas de 12 países tentando fazer parte da classe de 2013 do Instituto.

O Brasil não ficou de fora do evento. Como a FIA pediu para cada Associação Nacional – a CBA, no nosso caso – indicar um piloto com até 23 anos, o escolhido para representar o país nessa competição foi Edson Junior, de 18 anos, que compete no Mercedes-Benz Grand Challenge.

Ele é um dos caçulas do grupo, que também conta com Juan Piedrahita (Colômbia) e Diego Ferreira (Venezuela) da Pro Mazda, Jorge Cevallos (México) vindo da F-Renault Inglesa, Andres Saravia (Guatemala) da F3 Open e Skylar Robinson (EUA), campeão da F-Ford.

Ignas Gelzinis foi o escolhido na Europa
Ignas Gelzinis foi o escolhido na Europa

E, para mim, esse é o detalhe mais curioso da seleção. Enquanto países sem muita tradição no automobilismo – como a Guatemala – teve o representante vindo de categorias de monopostos, o escolhido brasileiro participa de um campeonato de turismo. Obviamente, isso não é uma crítica ao desempenho de Edson Junior, mas algo que mostra claramente que o processo de renovação de um país que já conquistou diversos títulos de F1 e Indy é praticamente ignorado nos monopostos.

Outro detalhe interessante da lista de escolhidos – você pode clicar aqui para conferi-la – é não haver representantes do Uruguai e da Argentina. O que não deixa de ser curioso, porque o Uruguai é um dos países mais atuantes nas reuniões da Codasur, enquanto a Argentina é uma das grandes potências no esporte a motor da América do Sul.

Voltando à eliminatória americana, os 12 garotos agora vão para o México onde passarão por exercícios para avaliar o preparo físico, o desempenho dentro de um carro, a habilidade de lidar com a imprensa, trabalho em equipe e mentalidade. Quem tirar as notas mais altas estará classificado para as aulas no Instituto, onde Alex Wurz é um dos professores.

Já estão garantidos no Instituto o lituano Ignas Gelzinis, vencedor da seletiva europeia, o sul-africano Kevin Van der Linde e o saudita Abdullah Bamogaddam.

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