Alex Bar(r)on

Alex Barron ou Alex Baron?
Alex Barron ou Alex Baron?

Você se lembra do Alex Barron, aquele piloto americano que correu na Indy entre 1998 e 2005? Pois bem, ele está de volta. Ou quase.

Embora tenha ficado conhecido por guiar o icônico carro da limitada All American Racers – aquele verde, branco e vermelho, com patrocínio da Castrol e uma águia no bico –, o americano teve uma carreira longeva. Ele chegou a disputar três provas pela Penske, sendo uma como substituto de Gil de Ferran, em 2003, além de ter guiado pela Cheever, com o patrocínio da Red Bull.

O grande ano de Barron, no entanto, foi em 2002. Competindo pela Blair, o piloto venceu a etapa de Nashville, conquistou outros três top-5 (incluindo o quarto lugar na Indy 500) e fechou a temporada na quinta colocação, atrás dos brasileiros Gil de Ferran, Helio Castroneves e Felipe Giaffone, além do campeão Sam Hornish Jr.

E por que estou dizendo tudo isso? É que os fãs do americano – se é que há algum – podem começar a acreditar no retorno às glórias na Indy. Não exatamente com Barron, porque ele já se aposentou, mas um piloto francês, chamado Alex Baron, mostrou que a sequência do país europeu nos Estados Unidos não será resumida apenas a Sébastien Bourdais, Simon Pagenaud e Tristan Vautier.

Na verdade, a vida do piloto francês de 18 anos de idade mudou completamente nos últimos meses. Após conquistar o título da F4 Francesa, no ano passado, com nove vitórias em 14 corridas, Baron assinou contrato para ser empresariado por Nicolas Todt, o mesmo que gerencia a carreira de Felipe Massa, Pastor Maldonado, Jules Bianchi, James Calado, entre outros.

O problema é que o dirigente tem fama de carrasco. Se o piloto não andar bem, a guilhotina funciona sem dó. Com Baron não foi diferente. Apesar do título da F4, o mau desempenho na F-Renault Eurocup, onde não marcou pontos até agora, foi o suficiente para que Todt o dispensasse.

Embora tenha corrido pela ART Junior na Europa, o carro de Baron nos EUA pareceu os da Signature
Embora tenha corrido pela ART Junior na Europa, o carro de Baron nos EUA pareceu os da Signature

Para a carreira não acabar, o garoto decidiu seguir os passos de diversos compatriotas e tentar a sorte nos Estados Unidos, estreando neste fim de semana em Laguna Seca, na etapa da USF2000. Mesmo sem nunca ter competido na categoria, o piloto começou a mostrar o cartão de visitas na sexta-feira, quando liderou um dos treinos coletivos.

Correndo pela equipe Afterburn, na vaga do holandês Jeroen Slaghekke, que também havia trocado a Europa pelos EUA, Baron cravou a pole-position ao superar Neil Alberico por 0s035. Na primeira corrida do fim de semana, o francês largou bem e venceu de ponta a ponta, deixando o americano para trás, dessa vez por 0s019.

No domingo, o desempenho do francês não foi tão bom. Saindo da pole, Baron perdeu três posições e precisou comboiar Alberico durante boa parte da corrida. Com a entrada do safety-car na décima volta, a prova teve apenas mais um giro em bandeira verde. Tudo bem. Foi tempo suficiente para que o francês deixasse o adversário para trás e subisse ao pódio pela segunda vez neste fim de semana de estreia.

Baron ainda correu com o uniforme da ART
Baron ainda correu com o uniforme da ART

O resultado de Baron em Laguna Seca, mesmo correndo por uma equipe que não vinha tendo bom desempenho, mostra que existe vida fora da Europa e do caminho para a F1. É difícil apontar um caminho melhor para se chegar à principal categoria do automobilismo mundial que ser empresariado por Nicolas Todt. Mesmo assim, embora não tenha dado certo, o garoto conseguiu dar a volta por cima e continuar no esporte a motor.

Por outro lado, o desempenho dele também mostra como os monopostos nos EUA ainda estão frágeis. Mesmo alguém que sequer havia somado pontos na F-Renault conseguiu vir à USF2000 e dominado amplamente uma rodada, mesmo sem qualquer experiência no certame. Vale o alerta para o Road to Indy.

Em tempo, os brasileiros não foram bem. Danilo Estrela abandonou a primeira bateria e terminou a segunda em 15º, enquanto Felipe Donato também deixou a prova de abertura e sequer competiu na segunda. Arthur Oliveira não correu. A última etapa da USF2000, em 2013, acontece nos dias 5 e 6 de outubro, em Houston.

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