Helio Castroneves deixa Baltimore com 49 pontos de vantagem para Scott Dixon
Helio Castroneves deixa Baltimore com 49 pontos para Scott Dixon

A etapa de Baltimore da Indy, que colocou Helio Castroneves ainda mais próximo do título de 2013, foi uma verdadeira briga de gato e rato entre o brasileiro e Scott Dixon, o principal rival no campeonato.

No começo da prova, coube ao brasileiro a função de perseguidor, já que o adversário largava na pole-position e tinha todas as condições de descontar boa parte da diferença na tabela de pontos. Por causa disso, o piloto da Penske foi mais agressivo e se expôs ao erro. Assim, tocou na traseira de Josef Newgarden ainda nas primeiras voltas e foi obrigado a ir aos boxes para trocar a asa, voltando na última colocação.

E esse nem foi o maior problema de Helio na corrida. Quando estava tentando se recuperar do acidente inicial, o brasileiro apostou em uma estratégia de ficar na pista o maior tempo possível e fazer apenas mais uma parada. Só que no pit-stop decisivo, ele acabou perdendo muito tempo com uma falha no reabastecimento e, para piorar, ainda acabou punido com um drive-through por ter acertado um dos mecânicos.

Antes da parada, Helio já havia superado Sebastián Saavedra na luta por posições. Como o colombiano voltou dos boxes no quarto lugar, dá para imaginar o prejuízo que o brasileiro teve nesse momento da prova, ao deixar o pit-lane fora do top-10.

Mas a situação de Dixon também não era muito melhor. De perseguido, o neozelandês se tornou perseguidor ao ser ultrapassado tanto por Will Power quanto por Simon Pagenaud. Sabendo que a única forma de cortar uma boa diferença de pontos na Indy é vencendo corridas, o piloto da Ganassi sabia que precisava atacar se quisesse deixar a etapa com chances elevadas de erguer a taça no fim do ano.

Dixon se deixou vulnerável ao precisar retomar a ponta
Dixon se deixou vulnerável ao precisar retomar a ponta

Com isso, o piloto também ficou vulnerável. Embora não tenha sido culpado dos acidentes em que se envolveu, Dixon abriu espaço para ser tocado por Graham Rahal em uma relargada – envolvendo Castroneves também no meleé –, além da já polêmica batida com Will Power, quando foi forçado a abandonar.

Não há dúvidas de que o piloto da Penske foi culpado pelo acidente entre os dois. Apesar disso, a pressa de ganhar posições do neozelandês, visto que o maior rival na luta pelo título estava tendo uma corrida tumultuada, o colocou em uma situação arriscada. Ou alguém acha que três carros lado a lado na reta de Baltimore, com um hairpin na sequência, é uma boa ideia?

Dessa maneira, com Dixon fora da prova, Helio fez o que vem fazendo nas últimas corridas. Não correu riscos desnecessários, pagou o drive-through que estava devendo e ainda saiu da etapa com uma vantagem de 49 pontos na tabela.

A má notícia para Castroneves é que ele não conseguiu chegar ao número mágico de 64 pontos de vantagem para o adversário, o que lhe daria virtualmente o título de 2013. Explico. Quando Dixon venceu três corridas seguidas, em Pocono e em Toronto, ele tirou 63 pontos para o brasileiro. Como faltam três etapas, bastaria Helio igualar o desempenho naquelas corridas (um oitavo, um sexto e um segundo lugar) para ser campeão.

Por outro lado, o piloto da Penske chegou a uma pontuação importante. Estando 49 pontos atrás do piloto adversário, Dixon já não depende mais dos próprios resultados para ficar com o título. Mesmo que largue na pole-position e vença de ponta a ponta as últimas três corridas, ele só vai conseguir descontar 39 pontos para Castroneves, caso o brasileiro termine em segundo em todas elas.

E o que isso quer dizer em termos práticos? Que o neozelandês está cada vez mais pressionado e, consequentemente, aberto a se colocar em situações como o acidente com Power, que o tirou da etapa de Baltimore.