O próximo campeão da F1

Não é mais tão difícil prever o próximo campeão da F1
Não é mais tão difícil prever o próximo campeão da F1

Não é muita novidade que estamos vivendo em uma época de previsibilidade na F1. Desde a primeira aposentadoria de Michael Schumacher, o título tem ficado entre cinco pilotos: Sebastian Vettel, Fernando Alonso, Kimi Raikkonen, Lewis Hamilton e Jenson Button. A situação é essa desde então e não deve mudar nos próximos cinco anos.

Por isso, um amigo perguntou esses dias pelo Twitter quem será o próximo campeão inédito da principal categoria do automobilismo mundial. Enquanto Daniel Ricciardo e Nico Rosberg aparecem como principais candidatos neste momento, meu palpite vai por um caminho um pouco diferente.

Para isso, vou levar em conta uma estatística que em 1996, há 17 anos, foi a última vez que o companheiro de equipe do campeão mundial conseguiu um dia chegar ao título da F1. Naquele ano, Damon Hill e Jacques Villeneuve dividiram os carros da Williams, com o britânico vencendo naquele ano e o canadense levantando a taça no ano seguinte.

Em 1997, o companheiro de Villeneuve foi Heinz-Harald Frentzen, que jamais foi campeão. Mika Hakkinen teve David Coulthard como parceiro, enquanto a era Schumacher viu Rubens Barrichello como segundo piloto. Durante o bicampeonato, Fernando Alonso dividiu a Renault com Giancarlo Fisichella, com Felipe Massa sendo a dupla de Raikkonen na Ferrari em 2007.

Lewis Hamilton tinha Heikki Kovalainen como companheiro na McLaren, enquanto Barrichello voltou à história como parceiro de Button na Brawn. Nos últimos três (provavelmente quatro) anos, Mark Webber jamais teve chances com Sebastian Vettel sendo o líder da Red Bull.

Essa estatística serve para mostrar que a ideia de entrar em uma equipe como segundo piloto, aprender como o time funciona e um dia ser campeão não funciona. Quem é contratado para ser segundo piloto muito provavelmente ocupará essa função pelo resto da vida. Enquanto isso, os times vão buscar sempre os mesmos nomes na luta pelo título.

Dessa forma, nesse exercício de futurologia, já descarto Webber (caso um dia volte à F1), Massa e Rosberg. Neste cenário, meu palpite é que Hamilton será campeão no ano que vem, o que vai amaldiçoar o germânico para o resto da vida.

Mas sendo um pouco mais realista, vendo que o britânico tem sido o principal piloto da Mercedes nas últimas corridas, então por que alguém iria contratar Rosberg no futuro caso tenha a possibilidade de ficar com Hamilton? Isso sem falar em outros nomes que podem surgir no mercado de pilotos.

Continuando, ainda é um pouco cedo para falar da McLaren. Jenson Button e Sergio Pérez devem renovar os contratos, mas a escuderia deve ficar ainda mais algum tempo afastada das vitórias. No ano que vem, ela ainda terá motores Mercedes, embora já tenha acertado com a Honda para 2015. Por isso, talvez apenas em 2016 ela volte a ter um carro competitivo.

Por fim, se fosse para apontar alguém que hoje está na função de segundo piloto, eu diria que Romain Grosjean é quem tem mais chances de ser o próximo campeão. Embora seja afobado, o francês já mostrou que é um piloto rápido, ao superar Raikkonen diversas vezes na atual temporada. Tirá-lo da Lotus não deve ser difícil, por isso é uma boa opção para qualquer time que queira uma solução a curto prazo.

Mas mesmo assim a melhor chance de Grosejan seria depender de um raro alinhamento planetário, algo que não deve acontecer. Sendo assim, eu iria um pouco mais além e diria que o novo campeão ainda não está na F1. Meu palpite, portanto, é Kevin Magnussen, hoje na World Series by Renault.

Minha aposte é em Kevin Magnussen, então não deve acontecer
Minha aposte é em Kevin Magnussen, então não deve acontecer

E por que estou escolhendo o dinamarquês? Em primeiro lugar, ele faz parte do programa de jovens pilotos de uma grande equipe – da McLaren –, e a própria escuderia já afirmou que quer vê-lo na F1 no próximo ano. A tendência é que ele corra pela Marussia, embora dependa tanto de patrocinadores quanto da saída de Jules Bianchi.

Mas o importante aqui não é o ano de 2014, mas o de 2016, quando Hamilton e Vettel (e provavelmente mais alguns pilotos de ponta) estarão sem contrato e devem mudar de equipe. Enquanto o germânico é sempre especulado na Ferrari, Hamilton pode tanto voltar à McLaren, quanto assumir a vaga na Red Bull em uma tentativa de ganhar um último título antes de deixar a F1. Além disso, é provável que Alonso e Kimi estejam já próximos da aposentadoria.

Sendo assim, quem pode dar o pulo do gato é a McLaren. Após ter passado o período de transição da Mercedes para a Honda com Pérez e Button, o time apostaria em K-MAG, que já teria experiência na F1 para liderá-la. Aí seria questão de tempo para vê-lo vencendo um título e quebrando a sequência dos cinco últimos campeões.

Mas como eu disse antes, este post é apenas um exercício de futurologia. O mais provável é que eu tenha zicado a vida do dinamarquês a partir de agora e ele cairá no limbo do automobilismo após uma péssima temporada com a Marussia.

De qualquer forma, quem você acha que será o próximo campeão da F1 inédito? Escreva aí embaixo nos comentários!

9 comentários sobre “O próximo campeão da F1

  1. Não ter colocado o Felipe Nasr nessa lista de prováveis futuros campeões da F1 foi uma tentativa de fugir do nacionalismo ou de não zicar a carreira dele ?? haha
    pois na oportunidade que ele teve com o mesmo equipamento que o Kevin Magnussen tinha, o Felipe foi Campeão, com corridas de antecedência.

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  2. Ta dificil hein. O Ricciardo pode até arranhar algo na RBR se o Vettel quebrar a perna ou algo assim. O Rosberg talvez no ano que vem de algum trabalho, mas ser campeao acho dificil, se instalarem seta no carro dele ele sinaliza pra esquerda antes de ultrapassar. A Lotus esta se estruturando pra ser campea em 2015 e aí pode pintar pro Grosjean ou o Nasr se chover canivete. Ferrari jamais seria campea com um “virgem”. Force India ainda nao tem gabarito pra isso e depende de carros bem nascidos, enquanto o Pérez depende de carros mal nascidos. Daí pra trás do grid só se for no Japan World Cup 2013.

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  3. Deixando a nacionalidade de lado, eu aposto no Nasr! Ele é extremamente cerebral e, o fato dele ainda não ter ganho uma corrida esse ano na GP2 e ainda sim estar na disputa pelo título, só comprova o que digo… piloto frio, consciente, estrategista e constante. Não pensa só em um breve brilho (vitória) em um fim de semana, mas sim, no campeonato como um todo. Se no meio do caminho tiver a chance de vencer com o carro (que não é o melhor) que tem, ótimo, caso contrário, o campeonato é o que importa. Vejo no Nasr um perfil muito parecido com o do Prost (e olha que não pude acompanhá-lo muito), muito inteligente e estrategista.Além disso, basta ver a quantidade de empresas que patrocinam o Nasr: Banco do Brasil, Sky, OGX, Tag Hever, Noma, Stillo entre outras. Empresas desse calibre não fazem apostas com seu dinheiro, elas fazem investimentos calculados, com retorno garantido. Por isso, minha aposta é no Nasr!

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    1. concordo com você João, sou amigo pessoal do Nasr e o acompanho desde o kart, ele só não venceu ainda na GP2 por fatores que não dependia apenas dele mesmo, e em todas as categorias e equipes que ele ja passou, foi o piloto numero 1, desbancando os outros pilotos, inclusive o Kevin Magnussen, e como alguns abaixo apontaram, o Frinjs em todas as oportunidades perdeu para o Nasr, entao deixando a nacionalidade e a amizade de lado, eu acredito no Felipe por acompanhar ele de perto a um bom tempo, e sei o quanto é bom.

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  4. Logicamente falando acho que o Hulkemberg pois é um excelentíssimo piloto, só não tá nas cabeças ainda, porque não teve até o momento carro para isso; e o Perez deu azar este ano com o carro da Mclaren, mas talvez em 2016, com experiências e com os motores Honda, seja uma alternativa lógica!…

    Mas estou na torcida e quem sabe daqui uns 3 ou 4 anos o Nars não seja o cara!

    Vamos ver!

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  5. Talvez algum entre estes cinco: Nico Hulkenberg, Daniel Ricciardo, Stoffel Vandoorne, Robin Frijns, Antonio Felix da Costa…

    Mas e cada vez mais dificil fazer prognosticos numa epoca em que ha tantos fatores extra-desportivos a decidirem o futuro de tantos pilotos. Frijns pode ate nem ir para a F1, por falta de apoios financeiros. E ate o Felix da Costa pode, segundo alguns rumores recentes, perder o ambicionado lugar na Toro Rosso para… Nasr!

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