Facu Regalia agora é o único argentino na GP3
Facu Regalia agora é o único argentino na GP3

A Argentina é o país da moda na GP3, embora nem tudo para eles sejam boas notícias. Começando pelo lado bom, Facu Regalia contrariou todas as previsões do início da temporada e lidera o campeonato faltando apenas duas etapas. O piloto da ART, mesmo estreando no certame neste ano, soma 115 pontos, contra 101 do companheiro de equipe Conor Daly.

Só que ele não é exatamente um piloto inexperiente. Basta lembrar que Regalia estreou nos monopostos em 2008, na F-BMW, em um campeonato vencido por Esteban Gutiérrez (hoje na F1) e que revelou nomes como Marco Wittmann, Adrien Tambay e Daniel Juncadella (todos no DTM). Ou seja, ele já está nas categorias de base há algum tempo.

Por outro lado, dá para dizer que a carreira do garoto começou a deslanchar apenas no ano passado, quando passou a ser empresariado por Adrian Campos. Pela escuderia espanhola, o piloto guiou tanto na F3 Espanhola quanto na AutoGP, conquistando os melhores resultados no primeiro campeonato, com três vitórias nas últimas cinco corridas. Entretanto, ficando longe da luta pelo título.

Por isso, embora a transferência do argentino para uma equipe de ponta da GP3 – como a ART – significasse a chance de brigar por resultados melhores, a expectativa era que tanto Daly (que está no terceiro ano no certame) quanto Jack Harvey (atual campeão da F3 Inglesa) tivessem resultados melhores.

Os bons resultados de Regalia, no entanto, mostram que não existe um caminho correto a seguir para quem quer correr na GP3, já que o argentino veio da F3 Espanhola, cujos custo e badalação são muito menores que os da F3 Europeia, por exemplo.

Regalia já subiu cinco vezes ao pódio em 2013
Regalia já subiu cinco vezes ao pódio em 2013

Só que a má notícia para o país vizinho também tem a ver com isso. É que em Spa-Francorchamps Regalia se tornou o único argentino na pista, pois a empresa que investia na carreira de Eric Lichtenstein resolveu cortar o dinheiro, insatisfeita com os resultados do garoto, que não conseguiu marcar pontos.

Porém, ao contrário do compatriota, Lichtenstein não tinha grande experiência nos monopostos. Antes da GP3, ele havia corrido apenas em certames menores da Ásia e surgiu para o automobilismo no ano passado ao ter um excelente desempenho na F-Ford Inglesa, um campeonato em que os carros sequer tinham asas e aerofólios. Ou seja, o pulo para a GP3 era grande demais e demandava um maior tempo de adaptação.

Em termos práticos, enquanto Regalia parece bem encaminhado para correr na GP2 no ano que vem caso conquiste o título do campeonato anterior neste ano, a Argentina deve ter mais uma brusca interrupção no processo de revelar novos pilotos. Parece até que é o Brasil…