O espaço aéreo fechado acabou cancelando o Q4 do DTM em Moscou
O espaço aéreo fechado acabou cancelando o Q4 do DTM em Moscou

O DTM teve neste sábado, dia 3, talvez o mais bizarro treino classificatório da história do campeonato alemão. Tudo porque o Q4 precisou ser cancelado, pois o presidente da Rússia, Vladimir Putin, precisou atravessar a região do circuito com o jatinho presidencial.

Como, por questões de segurança, o espaço aéreo do local ficou fechado por duas horas, o helicóptero-médico não poderia levantar voo caso algum piloto sofresse um grave acidente, então restou à organização do DTM cancelar o Q4 e definir o grid de largada a partir do resultado do Q3.

Ou seja, o DTM vive uma ótima fase. A última corrida, em Norisring, não teve um vencedor, já que Mattias Ekström foi desclassificado, e agora quase não tivemos um pole-position. Independentemente da confusão presidencial, Mike Rockenfeller garantiu o direito de largar na posição de honra, enquanto Augusto Farfus sai na terceira colocação.

Quanto aos russos, certamente uma semana para esquecer no automobilismo. Além do vexame deste sábado, a organização do GP da Rússia já havia anunciado que perdeu o prazo para fazer parte do calendário da F1 em 2014 por causa de uma briga financeira entre a federação local e a empresa que promove a prova.

Deixando um pouco essa confusão russa para trás, esta não é a primeira vez que um fim de semana automobilístico sofre com a intervenção de um presidente. Em 1984, a segunda corrida da Nascar em Daytona ficou conhecida pela presença do então presidente Ronald Reagan no circuito.

A Nascar não precisou interromper a corrida para o presidente passar
A Nascar não precisou interromper a corrida para o presidente passar

A história, na verdade, começou algumas semanas antes, quando os conselheiros presidenciais se reuniram para decidir o que fariam no 4 de julho, dia da independência dos EUA. Um dos assessores de Reagan era Mike Curb, dono de uma das equipes da Nascar, e ele sugeriu que o presidente estivesse presente na corrida.

Os demais integrantes do governo gostaram da ideia, e Curb começou a articular a ida de Reagan com o então presidente da categoria, Bill France Jr. A escolha de Reagan de passar o 4 de julho em uma prova da Nascar não foi por acaso. É que ele já havia trabalhado com o automobilismo ao ser locutor de um pequeno circuito oval.

No dia da prova, tudo deu certo. Reagan deu o comando de ligar os motores pelo telefone, já que estava a bordo do avião presidencial, o Air Force One. A participação dele na corrida, porém, não parou por aí. Na volta 60, qual não foi a surpresa dos torcedores quando viram o avião do presidente se aproximando do circuito e pousando nas proximidades.

Enquanto a prova rolava, Reagan foi para o camarote da Nascar, onde chegou até mesmo a ser entrevistado pela transmissão da corrida. O presidente ainda assistiu à emocionante vitória de Richard Petty – que corria para Mike Curb –, ao superar Cale Yarborough já na entrada do trioval.  O presidente ainda esteve no Victory Lane, onde cumprimentou o heptacampeão pela conquista antes de ir embora.

Mais tarde, essa corrida ficaria marcada como uma das mais importantes da história da categoria. Além da presença do presidente dos EUA, a prova ainda teve a última vitória da carreira de Richard Petty, a de número 200. Depois, ele ainda correu até 1992, mas nunca mais conseguiu terminar na frente.