Curiosas estatísticas dos pilotos das 24 Horas de Le Mans
Curiosas estatísticas dos pilotos das 24 Horas de Le Mans

168 pilotos iniciaram no sábado as 24 Horas de Le Mans, a principal corrida do endurance mundial e uma das provas mais difíceis do mundo. Como já se sabe, um deles não vai voltar. O dinamarquês Allan Simonsen, da categoria GTE Am, morreu após sofrer um grave acidente nas primeiras voltas da corrida.

Após a morte de Simonsen, decidi ver que tipo de pessoa resolve competir em Le Mans. Obviamente não tracei nenhum perfil psicológico dos participantes, mas há algumas estatísticas interessantes envolvendo essa quase duas centenas de competidores.

Primeiro, como um retrato do automobilismo mundial, a imensa maioria foi composta por homens. Dos 168 que largaram, 166 são do sexo masculino. As duas únicas mulheres do grid são Natacha Gachnang, prima de Sébastien Buemi (que também está na prova) e Keiko Ihara. A japonesa, aliás, já foi modelo e grid girl antes de começar a correr.

Há participantes de todos os continentes, menos da Antártida, obviamente. O único representante da África é o sul-africano Jack Gerber, com uma Ferrari da classe GTE Am. A América do Sul teve apenas quatro pilotos, de três países diferentes. O argentino Luis Pérez-Companc fez companhia ao venezuelano Enzo Potolicchio e aos brasileiros Lucas Di Grassi e Bruno Senna.

Falando em Di Grassi e Senna, 18 ex-pilotos de F1 correram em La Sarthe. Além dos dois, Allan McNish, Marc Gené, Alex Wurz, Kazuki Nakajima, Anthony Davidson, Buemi, Stéphane Sarrazin, Nick Heidfeld, Shinji Nakano, Karun Chandhok, Gianmaria Bruni, Giancarlo Fisichella, Oliver Beretta, Kamui Kobayashi, Jan Magnussen e Pedro Lamy são os outros que já estiveram na principal categoria do automobilismo mundial.

Ainda na divisão por países, nenhuma surpresa, os franceses são a maior delegação, com 39 pilotos. O Reino Unido, somando Inglaterra, Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales, aparece em segundo, com 24. A grande diferença entre os dois está no número de pilotos amadores, muito maior entre os donos da casa.

Outras nações com diversos representantes são a Alemanha, com 13, a Suíça, com nove, a Itália, com 11, e os Estados Unidos, com 19.

Tailândia, Rússia, República Tcheca, Holanda, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Argentina, Índia, Nova Zelândia, México, Mônaco, Finlândia, Suécia, Irlanda, Venezuela e África do Sul têm um único representante. A China tem dois, se contar Darryl O’Young, de Hong Kong.

Há um detalhe curioso na divisão por nação. Embora o automobilismo seja banido na Suíça, todos os nove representantes do país competiram entre os protótipos. A situação oposta está na Itália. Dos 11 pilotos da Velha Bota, apenas Andrea Bellicchi, da Rebellion, não corre em carros GTs.

Embora o piloto mais novo do evento seja o americano Cooper MacNeil, que disputa a ALMS, há três competidores vindos diretamente das categorias de base do automobilismo europeu. Patric Niederhauser, se divide entre a GP3 e a ELMS, Alexander Rossi é reserva da Caterham e está na GP2, enquanto Jann Mardenborough corre tanto na F3 Inglesa quanto na F3 Europeia.

A estratégia de colocar gente nos primeiros anos de carreira, aliás, não é nova. Como existe a divisão de pilotos dependendo do grau de profissionalismo entre Platina, Ouro, Prata e Bronze, uma boa forma de burlar isso é colocar algum jovem talento – portanto com uma classificação menor – para cumprir as limitações. Exemplo disso é que Mardenborough, um dos principais nomes do trio que ainda conta com Lucas Ordoñez e Michael Krumm, é apenas prata.

Na outra ponta da tabela, o atleta mais velho é o americano Howard Blank, enquanto o mais conhecido, sem dúvida, é o ator Patrick Dempsey.