Para entender a Volvo na V8 Supercars

A Volvo fez uma experiência no WTCC e não deu certo. Agora estão na V8 Supercars
A Volvo fez uma experiência no WTCC e não deu certo. Agora estão na V8 Supercars

A V8 Supercars, o principal campeonato do automobilismo australiano, tem uma nova montadora: a Volvo. Depois de Nissan e Mercedes, que se juntaram ao certame neste ano, agora é a vez da fabricante sueca desembarcar do outro lado do mundo para tentar vencer algumas corridas.

A Volvo, porém, começa de uma forma um pouco diferente que as outras fabricantes. Enquanto Mercedes e Nissan praticamente não têm grande envolvimento com as equipes australianas, apenas autorizando o uso da marca e desenvolvendo alguns componentes aqui e ali, os suecos formaram uma parceria entre a equipe de Garry Rogers e a Polestar, que compete no STCC, o campeonato escandinavo de turismo.

E é por isso que a chegada da Volvo é tão emblemática neste momento. Ela acontece com a mesma equipe Polestar que, em 2011, disputou o WTCC em uma experiência da montadora sueca de olho em expandir as operações para todo o mundo. Naquela época, entretanto, os escandinavos consideraram que o custo para disputar o Mundial de forma competitiva era muito elevado e decidiram abortar o projeto.

Coincidentemente, nesta mesma semana em que a Volvo chegou à Austrália é o prazo final para que as montadoras interessadas em disputar o WTCC (com um novo regulamento) em 2014 se manifestem. A expectativa do certame é ter entre 16 a 20 carros no ano que vem e quatro montadoras. A tendência é que Honda, Lada e Seat continuem correndo, enquanto a Citroën ainda precisa que o conselho diretor confirme a participação.

Esse número, portanto, poderia ter sido maior se a experiência da Volvo há alguns anos tivesse dado certo. Se o WTCC não tivesse fechado os olhos para o domínio da Chevrolet naquela época e tivesse trabalhado para baixar os custos para os times menores, a história poderia ter sido diferente, e o grid estaria maior.

Como nada disso aconteceu, a Volvo decidiu expandir as operações apenas para a Austrália, onde não tem a mesma projeção que no Mundial, mas obviamente também não será obrigada a gastar terrivelmente para ser competitiva. Entretanto, isso não quer dizer que eles vão ter vida fácil a partir de 2014.

O fraco desempenho da Mercedes da Erebus, neste ano, além do rendimento irregular dos Nissan têm mostrado que as montadoras estrangeiras ainda vão precisar de um tempo maior de adaptação antes de desafiar Holden e Ford (se esta continuar) pelas vitórias na Austrália. Por isso, talvez seja melhor a Volvo ter mais paciência dessa vez.

Um comentário sobre “Para entender a Volvo na V8 Supercars

  1. Será que o WTCC realmente tem mais exposição que a V8? O campeonato da FIA passa a impressão de oficialismo excessivo, algo quase institucional no automobilismo, prestes a acabar a qualquer momento.

    A V8 é um campeonato vibrante, que desperta bastante interesse mesmo fora dos limites da Oceania.

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