Atrás das cortinas da F1

James Allison é o grande nome livre no mercado deste momento
James Allison é o grande nome livre no mercado deste momento

Talvez nunca na história da F1 os engenheiros e projetistas tiveram tanto peso quanto atualmente. É inegável a importância de nomes como Colin Chapman, Gordon Murray, Rory Byrne e, mais recentemente, Adrian Newey para o campeonato, mas vivemos em uma era um pouco diferente nestes tempos.

Em primeiro lugar, há uma grande mudança no regulamento prevista para o próximo ano, quando os motores 1,6 L turbo estreiam na categoria, além de alterações mais sutis no design dos carros. Por isso, as equipes já estão se armando com o quem têm de melhor no departamento-técnico para desenvolver o novo equipamento.

É por isso que a Mercedes contratou praticamente todos os nomes disponíveis no mercado.

Só que há um detalhe importante. Dessa vez as equipes não vão poder testar ilimitadamente antes e durante a temporada. Portanto, um carro que nascer torto dificilmente se endireitará. Por isso – embora o mercado de pilotos possa ser agitado para 2014, já que Mark Webber e Felipe Massa estão no último ano de contrato – é a parte técnica que recebe um peso maior.

E também não podemos esquecer que além dos motores ainda há os pneus. A Pirelli ainda não renovou o vínculo com a F1, mas deve continuar como fornecedora. Caso isso realmente aconteça, é provável que os novos compostos durem mais que os atuais – com duas paradas em média por prova –, mas a borracha não deixará de ser algo importante na concepção do carro. Ninguém quer ser a Mercedes de 2013, com um equipamento veloz, mas que vai ficando pelo caminho durante as corridas.

Por isso, nada mais natural que as equipes apostem no que está dando certo em 2013. Apesar do bom desempenho de Ferrari e Force India com os compostos, a equipe que trata melhor a borracha é a Lotus. Mesmo com um orçamento menor que as grandes escuderias, a equipe inglesa construiu um carro capaz de vencer corridas.

James Key deixou a Sauber em 2012 e agora está na Toro Rosso, mas me Milton Keynes
James Key deixou a Sauber em 2012 e agora está na Toro Rosso, mas me Milton Keynes

Assim, os outros times foram atrás de James Allison, então diretor-técnico da Lotus. De olho em um maior orçamento para desenvolver os carros, o dirigente deixou o time no fim do mês passado e está neste momento em uma espécie de ‘cantinho do castigo’, já que um toda vez que alguém muda de equipe na categoria é obrigado a ficar seis meses longe do trabalho.

Quando esses seis meses acabarem, ninguém sabe qual será o destino de Allison. Todas as equipes já negaram que o contrataram e, de fato, parece que ele rescindiu com a Lotus para que esse tempo na geladeira comece a contar enquanto ele está negociando com as outras escuderias.

Em um primeiro momento, parecia que o engenheiro ia para a Ferrari, onde trabalhou durante a Era Schumacher. Entretanto, nesta semana o boato que surgiu é que Allison estará na Red Bull no ano que vem e será o sucessor de Adrian Newey, que já começa a pensar em se aposentar.

Só que meses atrás outra pessoa era apontada como substituta de Newey: James Key, o responsável pelo carro da Sauber do ano passado e que desde o início de 2013 está trabalhando na Toro Rosso. Para que o britânico possa passar mais tempo com Newey, a Toro Rosso passou a ser desenvolvida direto de Milton Keynes – não mais em Faenza –, onde estará o escritório dos engenheiros.

A chegada de Key significa que não há espaço para Allison na Red Bull? Provavelmente não. A Mercedes já mostrou que é as grandes equipes são capazes de juntar superengenheiros. E embora Allison ainda não tenha anunciado o futuro, não é coincidência que a capa da revista da Autosport desta semana seja a Red Bull admitindo que quer Kimi Raikkonen. Ou seja, caso eles contratem o finlandês, nada melhor que trazer quem lhe deu o carro vitorioso dos últimos anos.

3 comentários sobre “Atrás das cortinas da F1

  1. Uma correção:
    Não é que os contratos de Massa e Weber vencem este ano, e sim que eles renovam por um ano apenas, e isso já a algum tempo, inclusive Weber já deu entrevistas afirmando que prefere negociar seu contrato ano a ano. Já a Ferrari…bem, é a Ferrari!

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  2. Outro que pode seguir para a Red Bull junto com o Kimi, caso o finlandês vá para a equipe austríaca, é o Mark Slade – lembrando que o Slade foi um pedido pessoal de Raikkonen para assinar com a Lotus.

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  3. Olá Felipe. Muito interessante o texto – parabéns pelo bom resumo de um cenário de disputa de boxes que promete para o segundo semestre. Por outro lado, queríamos falar contigo sobre uma oportunidade – por favor, envie um email para info@sharklion.com e falamos sobre os detalhes. Um forte abraço.

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