Galês ou britânico?

Matt Parry é um dos pilotos do país de Gales por aí
Matt Parry é um dos pilotos do país de Gales por aí

Existe uma máxima no automobilismo da Escócia que diz o seguinte. Quando um piloto do país vai bem nas pistas, a imprensa inglesa o chama de britânico. Entretanto, quando ele comete um acidente bobo ou tem um péssimo resultado, então ele volta a ser considerado escocês pelos jornais de lá.

Embora seja uma piada, não deixa de ter um fundo de verdade. Basta ver o caso de Dario Franchitti. Quando o piloto ainda corria pela Andretti e sofreu aquela sequência de voos após acidentes, ele ganhou o apelido de ‘escocês voador’. Porém, depois de cada vitória em Indianápolis, ele é considerado um britânico se dando bem do outro lado do Atlântico. Vai entender…

Por que estou dizendo isso? É que a Escócia pouco a pouco vai perdendo o posto de segunda região desportivamente mais importante do Reino Unido para o País de Gales. Então, é bom os galeses se prepararem porque eles passarão a ser só reconhecidos na derrota.

Enquanto isso ainda não acontece, vale ficar de olho em alguns jovens pilotos galeses. Afinal, em 2013, três representantes da região estão dando algumas alegrias aos britânicos, digo, aos moradores de Gales.

Talvez o mais famoso do trio seja Jann Mardenborough, aquele piloto conhecido por ter sido descoberto pela Nissan através do programa GT Academy, que seleciona novos atletas a partir do game Gran Turismo do Playstation. Ano passado, Jann já havia disputado o título do campeonato britânico de GT e o bom desempenho fez com que a organização banisse os pilotos do GT Academy do campeonato.

Neste ano, Mardenborough estreou nos monopostos e está competindo na F3 Europeia. Ele já tomou parte da Toyota Racing Series no início do ano e está escalado para competir na F3 Inglesa, além de defender a Nissan nas 24 Horas de Le Mans.

Seb Morris leva a bandeira do país no capacete
Seb Morris leva a bandeira do país no capacete

O segundo piloto de Gales também é apoiado por uma montadora, mas ainda não tem o status global de Mardenborough. Rival de Pietro Fittipaldi na F4 Inglesa, Seb Morris deixou a rodada de abertura do certame, em Silverstone, na liderança do campeonato. Só que acidentes e problemas mecânicos na segunda etapa, neste fim de semana em Brands Hatch, o derrubaram na tabela de pontos.

O plano de Morris é competir na Europa nos próximos anos, seja na F3 Europeia, seja na World Series. No entanto, por ter o apoio da Ginetta, uma fabricante menor, fica a dúvida se ele vai conseguir se destacar no continente europeu ou se acabará fazendo carreira apenas dentro da Ilha da Grã-Bretanha, dentro dos certames locais.

O último piloto de Gales que vem tendo sucesso é Matt Parry. Último campeão da Intersteps Series, o garoto é o atual líder da F-Renault Norte-Europeia e espera repetir o desempenho de Jake Dennis, Jordan King e Josh Hill, que também correram em certames locais antes de fazerem sucesso no restante do continente europeu.

Mas o que diferencia Parry dos outros competidores é o fato de ele já ter apoio de uma equipe de F1. Desde o ano passado, o galês defende as cores da Caterham e é tratado como futuro da escuderia malaia. Só que a exemplo de Alexander Rossi – também do programa de jovens pilotos do time – resta saber se ele vai ter alguma chance de chegar à F1 ou vai ser deixado de lado por atletas mais endinheirados.

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