O domínio de Felipe Guimarães na F3 Sudamericana

Felipe Guimarães não teve adversários na F3 Sudamericana (Foto: Bruno Terena/Vicar)
Felipe Guimarães não teve adversários na F3 Sudamericana

Felipe Guimarães foi o nome da rodada de abertura da temporada 2013 da F3 Sudamericana, no último fim de semana em Interlagos. Competindo mais uma vez pela Hitech, o piloto radicado em Brasília foi imbatível. Ele venceu a primeira corrida por, acredite, 58s de vantagem para o segundo colocado, enquanto fechou a segunda bateria – onde largou em sexto – com ‘apenas’ 38s na frente.

Assim, resta questionar, seria o garoto o novo fenômeno do automobilismo brasileiro ou o resto do grid da F3 Sudamericana é formado por um bando de miolo-mole? Obviamente, nem uma coisa, nem outra.

O segredo do domínio de Guimarães é sua experiência no automobilismo. Aos 22 anos, o piloto já passou por A1GP, GP3, Indy Lights e estaria na idade de disputar a GP2, por exemplo. Entretanto, como muitos outros competidores, Felipe sofreu com a falta de patrocínio e problemas de apoio, perdendo o passo da carreira.

A solução para continuar no esporte foi voltar ao Brasil e correr de kart. Com bons resultados, o piloto decidiu retornar aos monopostos, na F3 Sudam, onde venceu quatro das seis corridas em que disputou na temporada passada, além de triunfar no Brazil Open, no início deste ano.

Com o momento da carreira recuperado, Guimarães espera retornar à Europa neste ano. Ele chegou a sondar uma vaga na GP3, treinou até com a equipe Bamboo, na última semana, e ainda está avaliando as opções.

O piloto erradicado em Brasília chegou a terinar pela GP3 na última semana
O piloto radicado em Brasília chegou a treinar pela GP3 na última semana

Enquanto o piloto da Hitech está pronto para dar um novo passo na carreira, a F3 Sudam assumiu a função de categoria-escola do automobilismo brasileiro. Dos 13 pilotos que disputaram a etapa de Interlagos, Gaetano Di Mauro, Artur Fortunato, Rodolfo Toni, Alexandre Doretto e Elias Azevedo estavam estreando nos monopostos. Gustavo Myasava e Gustavo Frigotto participaram de apenas uma rodada da competição no ano passado, enquanto Nicholas Silva veio da Skip Barber. Por fim, Higor Hoffmann e Raphael Raucci estavam estreando na divisão principal após competirem na F3 Light em 2012.

Por isso, é mais do que natural o domínio de Guimarães nesta primeira etapa. De qualquer forma, o piloto foi bastante inteligente em saber da própria situação. Sendo o mais experiente do grid, ele não podia permitir que os adversários tivessem o mesmo desempenho que ele. Ou seja, não bastava apenas vencer, tinha que impor o próprio ritmo para chegar preparado na Europa, e foi isso o que aconteceu.

A tendência para as próximas etapas do ano é que a diferença de Guimarães para os demais pilotos diminua, conforme os menos experientes forem se adaptando à categoria. Além disso, o automobilismo é imprevisível. É verdade que o piloto da Hitech é favorito ao título, mas alguns abandonos podem complicar a vida dele, ainda mais em um torneio em que há apenas cinco pilotos na divisão principal, e não há muito espaço para um comer pontos do outro.

8 comentários sobre “O domínio de Felipe Guimarães na F3 Sudamericana

  1. O diferencial na minha opinião é a experiência com carros mais potentes e ariscos como a findy ligths e A1 GP, este alias na época q ele correu era quase um F1, era um Ferrari 2004 com adaptações pra receber um motor 4.5 litros, salvo engano V12 q desenvolvia perto de 700 cavalos. Apesar de tudo , aos 22anos ele é jovem ainda,eu achava q era mais velho, e pode tentar uma segunda chance na Europa. Só acho q deve se concentrar em ganhar o título da F3 sulamericana este ano se concentrando em Europa ano q vem, fazendo uma temporada completa numa world series p. ex.

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  2. Felipe, isso acontecesse nas melhores famílias…!!

    Por favor, elimine o comentário incompleto que encaminhei primeiro…!!!

    Obrigado!

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  3. Excelente matéria, Giacomelli !

    Só tem uma coisinha que gostaria de registrar:
    Em minha modesta opinião, e sem me desfazer dos demais, Felipe Guimarães é um daqueles raríssimos talentos que surgem a cada 20 anos… Um dos maiores vencedores do Kartismo nacional, pra mim o maior de todos, Guimarães é considerado um fenomeno há pelo menos 8 anos… Quem diz isto são especialistas no assunto! Basta conferir tal definição com Mário Sérgio (Kart Mini), Amir Nasr, Emerson Fittipaldi, Alex Dias Ribeiro, Vitor Meira, entre outros…

    Inclusive, arrisco-me a dizr que, hoje, temos apenas dois nomes com capacidade de representar bem o Brasil na F1: Nasr e Gimarães!

    No caso do Felipe, acredito que, pela primeira vez, ele terá um ano com reais condições de emplacar, tanto aqui quanto lá fora! Vamos torcer!!

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    1. Nao esquecer tambem o Marco Campos, que ganhou varios campeonatos (ate internacionais) nos karts e era visto por Morini como mais talentoso do que Barrichello. Provavelmente teria um excelente futuro na F1 sem aquele terrivel acidente em Magny-Cours, em 1995…

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