De quem é o sonho?

Alguma dúvida de quem é 'the new kid on the block' da Escuderia Telmex?
Alguma dúvida de quem é ‘the new kid on the block’ da Escuderia Telmex?

Pietro Fittipaldi confirmou nesta quarta-feira, dia 3, que vai realmente trocar a Nascar pelo automobilismo europeu, conforme eu já tinha levantado a possibilidade aqui no World of Motorsport. O brasileiro vai disputar tanto a F-Renault Inglesa (antiga Barc) quanto a F4, tendo o apoio da Claro e da Embratel, empresas de Carlos Slim, filho do homem mais rico do mundo.

Outra novidade é que o neto de Emerson passa a integrar um programa similar ao da Escuderia Telmex, o mesmo que levou Sergio Pérez e Esteban Gutiérrez à F1 nos últimos anos. Pietro, portanto, passa a ser o único representante do país em um esquema de alguma grande equipe ou empresa ligada à principal categoria do automobilismo mundial.

Para quem é entusiasta do automobilismo brasileiro, essas obviamente são boas notícias. Entretanto, principalmente nas redes sociais, a reação foi um pouco diferente. A principal resposta ao anúncio de Pietro foi questionar “o que aconteceu com o sonho da Nascar?”

Imagino que nada. É completamente normal para um garoto de 16 anos – ou de qualquer outra idade – decidir mudar o que quer fazer da vida. Se ele optou por deixar o automobilismo americano de lado para tentar a sorte nos monopostos europeus, é algo compreensível. Afinal, quem nunca mudou de ideia sobre “o que quer ser quando crescer?”

A diferença é que no caso do neto de Emerson ele foi influenciado. Na entrevista coletiva, ele revelou que tanto o avô quanto Slim o convenceram a correr na Europa. Daí ele pensou um pouco, olhou para a Nascar, mas acabou acatando a sugestão. Mas vamos falar a verdade. Que piloto recusaria a oportunidade de ter a carreira paga rumo à F1 por um dos maiores magnatas do mundo? Certamente, nenhum.

Por isso não aconteceu nada com o sonho dele de correr na Nascar. Ele apenas teve a oportunidade de mudar de vida em um momento em que, se for necessário, ainda será possível voltar atrás.

Entretanto, acredito que a questão “o que aconteceu com o sonho da Nascar?” não seja sobre o jovem piloto. Ela é sobre os torcedores. Quem questiona a decisão de Pietro de deixar o automobilismo americano principalmente são aqueles que gostariam de ver mais brasileiros correndo nos Estados Unidos. Até porque depois de Nelsinho Piquet e Miguel Paludo a coisa deu uma estagnada. E obviamente o sobrenome Fittipaldi teria todas as condições de atrair um maior interesse pelo turismo norte-americano.

P.S.: como ainda faltam alguns pilotos serem anunciados na F4 e principalmente na F-Renault, ainda é cedo para avaliar as chances do brasileiro. Mas esse é um assunto que fica para a próxima semana, quando começa o campeonato.

9 comentários sobre “De quem é o sonho?

  1. pode chegar até a F1, mas vai acontecer como Bruno Senna e o Nelsinho Piquet, vai ser fritado rapidinho. As equipes de F1 não respeitam sobrenome. Nos EUA o sobrenome é muito valorizado, Dale Jr. é respeitado mesmo sem bem mais fraco que seu pai.

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      1. Damon Hill e ingles, tal como a maioria das equipas de F1. Alem disso entrou numa outra era, com testes quase ilimitados. Fez bem menos ate do que Bruno Senna nas categorias de acesso e deram-lhe muito melhores oportunidades na F1, apesar de ter começado nos automoveis so aos 22 anos. Tera sido o fator nacionalidade a fazer a diferença ou foi a questao da restriçoes aos testes a partir de 2009 que penalizou o Bruno aos olhos das equipas?

        Jacques Villeneuve fez quase 10 mil quilometros de testes antes de entrar com a Williams e mesmo Ralf Schumacher ainda entrou numa altura boa. Ja Nelsinho Piquet nao teve a mesma sorte, ja havia mais restriçoes aos testes quando ele ficou parado em 2007 e ter passado um ano sem competir (porque Briatore apostou primeiro no Kovalainen) tambem ja foi prejudicial para ele. E sempre prejudicial quando se fica um ano a marcar passo depois da ultima epoca na GP2. Portanto e tudo tambem uma questao de sorte, estar no sitio certo na hora certa, e nao apenas (ou nao tanto) alguma ma vontade das equipas contra pilotos de sobrenome, sobretudo se forem brasileiros. No caso do Bruno foi a saida da Honda que alterou tudo.

        Portanto se Pietro Fittipaldi tiver a sorte de estar na hora certa no sitio certo pode ter o sucesso (na F1) que Nelsinho e Bruno nao tiveram.

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  2. Em uma F1 absurdamente cara e sem espaço pra muito novato com vontade e talento. Recusar ser piloto do programa da Telmex (mesmo que correndo com as bandeiras da Claro e Embratel que também é do Slim) para alcançar a F1 digamos que é assinar o atestado de idiota.

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