Brasil descobre o endurance

Antonio Pizzonia vai correr no WEC em Silverstone
Antonio Pizzonia vai correr no WEC em Silverstone

É verdade que o futuro do Brasil na F1 e na Indy é tenebroso para os próximos anos, já que os representantes do país estão cada vez mais perto da aposentadoria e a renovação de pilotos é quase inexistente.

Apesar disso, essa situação não se repete em todos os campeonatos. Um bom exemplo é o Mundial de Endurance (WEC), que terá quatro pilotos do país em algumas etapas. Fernando Rees segue na Larbre, onde compete desde que passou a se dedicar às corridas de longa duração, enquanto Lucas Di Grassi (Audi) e Bruno Senna (Aston Martin) chegaram neste ano após passagens frustradas pela F1.

Dos dois, apenas Bruno está garantido na temporada toda. Lucas, por sua vez, vai disputar a corrida da Bélgica e as 24 Horas de Le Mans. É provável que o brasileiro também compita em São Paulo, mas ainda não houve um anuncio oficial por parte da Audi quanto à participação do piloto em Interlagos.

Já o último representante do país foi anunciado na última semana. De forma até que surpreendente, Antonio Pizzonia fechou com a equipe ADR Delta para correr na etapa de abertura do certame, em Silvertone, no dia 14 de abril.

A escuderia anglo-australiana já declarou que pretende contar com o manauara em toda a temporada, mas o acordo ainda não foi fechado.

Vale lembrar que Pizzonia também está confirmado para a disputa da Grand-Am, onde divide um dos carros da equipe de Michael Shank com Gustavo Yacaman.

É verdade que não há conflitos de datas entre as corridas da Grand-Am e do WEC, mas o ex-piloto de F1 precisará enfrentar uma maratona caso seja confirmado em ambos os campeonatos. É que praticamente há um choque de compromissos nas 24 Horas de Le Mans.

As cerimônias da corrida francesa começam no dia 16 de junho, uma semana antes do começo da prova. Ao mesmo tempo, a Grand-Am corre em Mid-Ohio no dia 15. Assim, o manauara precisaria pegar um voo no fim da corrida para chegar a Le Mans a tempo de participar de todas as festividades obrigatórias.

Além disso, em alguns momentos do ano o piloto vai precisar competir em fins de semana consecutivos. Isso talvez não seja um problema para uma categoria como a Nascar, mas a parte física pode falar mais alto em um certame com provas de longa duração, como o WEC.

5 comentários sobre “Brasil descobre o endurance

  1. “É verdade que o futuro do Brasil na F1 e na Indy é tenebroso para os próximos anos…”

    O futuro do Brasil na F1 (e porventura tambem na Indy) so nao e melhor devido aos efeitos da crise financeira. Em termos de valores o Brasil continua a estar bem servido de pilotos, quer em qualidade quer em quantidade. So na GP2 ja houve 4 vice-campeoes brasileiros e quase que aposto que Felipe Nasr sera o quinto, isto se nao for mesmo Campeao. Ja em Portugal nao temos tanta quantidade de bons valores mas nao ficamos nada atras na qualidade, antes pelo contrario. Filipe Albuquerque, Alvaro Parente e Felix da Costa tinham ou tem todos grande potencial para a F1 mas enquanto os dois primeiros nao tiveram
    qualquer possibilidade de la chegar (por falta de apoios financeiros), o ultimo so la chegara graças ao apoio da Red Bull. De outra forma seria praticamente impossivel.

    Quanto a endurance, vai ganhar muito mediatismo este ano com a chegada de Bruno Senna e Kamui Kobayashi. A audiencia vai certamente aumentar muito, sobretudo no Brasil e no Japao.

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  2. Os brasileiros só estão descobrindo agora porque o sobrinho tá lá. Sou um grande fã do AYRTON Senna, não do sobrenome Senna, não torço por tabela. Enquanto as pessoas não aprenderem a apreciar as categorias automobilisticas, a situação do ramo no país só tende a piorar. Pessoal aprendeu a torcer só por brasileiros e não assistir se não tiver um competitivo, isso é péssimo.

    Só estão descobrindo porque o sobrinho tá lá, e por isso a Sportv vai passar. Senão só os mais aficcionados continuariam conhecendo o Endurance.

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    1. O Bruno Senna é um incentivo, mas não dá para colocar todo o crédito na conta dele. Os bons resultados do Oswaldo Negri na Grand-Am (e a vitória em Daytona ano passado) atraíram outros pilotos para a categoria: Bruno Junqueira, Pizzonia, Nelsinho Piquet, e as equipes brasileiras na 24h de Daytona. No caso do WEC e da ELMS, a maior presença de montadoras e a entrada de diversos ex-F1 nas categorias (Kobayashi, Heidfeld, Fisichella, Buemi) abriram os olhos dos pilotos brasileiros.

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      1. Na verdade meu comentário foi mais voltado à audiência brasileira. Os pilotos já estão rumando para essas opções à bastante tempo, já que é muito mais barato conseguir completar orçamento da temporada e muitas vezes nem precisam entrar com dinheiro. São opções viáveis pra quem consegue se livrar da “força do mal” que é a F1 hahaha e pra quem não consegue se estabelecer em outras categorias principais.

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    2. Concordo no geral com o seu comentario mas acrescento o seguinte: nao sao so os brasileiros que torcem pelo sobrinho do
      Ayrton. E torcer por tabela, pelo sobrenome Senna, e mais do que natural. Nao so pelos laços familiares mas tambem por ser
      natural desejar-se o maior sucesso possivel a alguem que carrega um nome tao prestigiado. Na F1 nao foi possivel devido a crise financeira mas o automobilismo e muito mais do que a categoria maxima. Neste caso, tal como no caso de Kobayashi, a F1 ficou a perder e o endurance ficou a ganhar.

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