Reformulado, o GT Series começa neste fim de semana com presença maciça brasileira
Reformulado, o GT Series começa neste fim de semana com presença maciça brasileira

O Mundial de GT1 sofreu nos últimos anos com um grid fraco, poucas montadoras envolvidas e ficando em segundo plano até mesmo em certames de Gran Turismo. Mesmo realizando duas corridas por etapa – uma de classificação e outra valendo –, o certame pouco empolgou e dificilmente alguém consegue lembrar o nome dos campeões dos últimos dois anos.

Só que a situação mudou para 2013. Talvez pela primeira vez na história, a SRO, de Stéphane Ratel, acertou na montagem das regras e conseguiu construir um grid forte e interessante para 2013. Para isso, ele se apegou em duas principais regras. A primeira foi aproximar os carros do GT3, para que Ferrari, McLaren, Mercedes, Audi, entre outros, pudessem participar.

A segunda foi criar um calendário enxuto, de apenas seis provas na Europa, para diminuir os custos – eu já falei sobre isso aqui no World of Motorsport e basta clicar aqui para relembrar. Assim, as equipes do Blancpain Endurance Series também pudessem participar dos dois campeonatos. Para isso, ainda houve a criação de troféus para gentleman drivers. Um na categoria Pro-Am e outra apenas para amadores.

Para quem nunca assistiu à categoria ou não teve ânimo de acompanhar, listo aqui cinco motivos para ficarmos de olho no campeonato neste ano. Lembrando que a primeira corrida acontece em Nogaro, na segunda-feira, dia 1º, com transmissão ao vivo do SporTV.

Fabien Barthez

5) Fabien Barthez

Talvez alguém mais atento reconheça este nome. Sim! Estou falando do goleiro da seleção francesa de futebol que venceu a Copa do Mundo de 1998 ao aplicar 3×0 no Brasil após toda a história evolvendo a convulsão de Ronaldo. Desde que abandonou as pistas, o gaulês passou a se dedicar ao automobilismo, participando de campeonatos menores da França.

Dessa vez, porém, o goleirão decidiu que está na hora de voltar a um certame continental. Para isso, ele vai pilotar a Ferrari 458 da equipe Auto Sport Promotion, ao lado de Gérard Tonelli, na categoria apenas para amadores.

Não tenho a menos esperança que ele será competitivo, mas vez Barthez competindo em um carro contra alguns dos melhores pilotos do mundo não deixa de ser pitoreco.

Rast

4) René Rast

Virei fã do piloto alemão quando ele quase venceu duas corridas ao mesmo tempo no ano passado. Competindo pela Porsche Supercup e nas 24 Horas de Spa-Francorchamps, ele quase deixou a categoria de longa duração para tomar parte da outra. Só ficou até o fim porque a equipe dele venceu. No fim do ano, Rast, que também já havia triunfado em Daytona, ainda garantiu tanto o título da Supercup quanto da Porsche Alemã.

Embora tenha feito carreira com Porsche, ele se tornou piloto da Audi. E neste ano a montadora germânica tinha novos planos. Rast agora vai defender a equipe WRT no GT Series, ao lado do austríaco Nikolaus Mayr-Melnhof, na categoria Pro-Am.

Mesmo que ele tenha poucas chances de ser campeão na classificação geral, o interessante é que essa é uma luta pessoal do piloto alemão. Ele está disposto a fazer de tudo para que a montadora das quatro argolas o dê uma chance em um dos principais programas. Seja no WEC, seja no DTM.

GT Academy

3) Mark Shulzhitskiy, Wolfgang Reip e Lucas Ordoñez

Lembra um tempo atrás quando eu disse aqui que os pilotos do GT Academy – aquele programa da Nissan em parceria com a Sony/Playstation para descobrir pilotos no videogame – foram proibidos de correr no GT da Inglaterra porque eram rápidos demais? Então, eles arrumaram um lugar para competir em 2013.

A Nissan decidiu retornar ao GT Series para que seus garotos tenham uma casa. Para isso, a montadora mais uma vez será representada pela equipe RJN, a mesma da Inglaterra. Sem Jann Mardenborough, que está na F3 Europeia, os representantes do Academy serão Mark Shulzhitskiy e Wolfgang Reip, vencedores da edição de 2012 do programa, no carro de número 32, enquanto Lucas Ordoñez, primeiro ganhador do GT Academy, em 2010, assume o segundo carro do time ao lado de Alex Buncombe, que foi o companheiro de Mardenborough no ano passado.

É a primeira vez que termos a chance de acompanhar ao vivo, no Brasil, a participação dos garotos do GT Academy. O legal disso tudo é que eles vão competir na categoria Pro-Am, onde foram vetados na Inglaterra.

Cacá Bueno

2) Cacá Bueno

Depois de vencer tudo o que era possível no Brasil, o pentacampeão da Stock Car finalmente vai à Europa para disputar um campeonato de forma integral. Ainda que a experiência em carros de GT seja apenas ao certame brasileiro no ano passado, é inegável que ver o desempenho do carioca contra alguns dos maiores pilotos do mundo não deixa de ser interessante.

Em termos de competitividade, talvez fosse mais interessante que Cacá fosse parceiro de Ricardo Zonta na BMW, já que o paranaense tem ampla experiência no certame. Allam Khodair, por outro lado, teve problemas quando competiu internacionalmente, seja na F3000 Europeia (hoje Auto GP), seja na A1GP.

Mas como o carro de GT é completamente novo, essa é a chance de o paulista dar a volta por cima e colocar o próprio nome no automobilismo mundial.

Sebstien Loeb

1)      Sébastian Loeb

Esse cara é nove vezes campeão do mundo de rali. É pouco? Procurando novos rumos na carreira, o francês fechou um acordo com a McLaren para disputar o GT Series ao lado do português Álvaro Parente. Depois que o programa de Loeb para o endurance e 24 Horas de Le Mans foi abortado devido à falta de patrocinadores, esta é a principal categoria em que o piloto vai competir em 2013.

Assim como acontece com Cacá Bueno, é inegável que o mais interessante no gaulês é ver como vai se sair contra pilotos acostumados com autódromos fechados.

Será que ele tem chances de ser campeão? No que depender da McLaren, sim. Afinal, ele terá equipamento de fábrica e um companheiro que bateu na trava na tentativa de chegar à F1.

Não vejo Loeb comemorando o título no fim do ano, mas quem disse que ele precisa de mais um.