Fórmula Junior – Agora vai?

A primeira geração da F-Junior: Matheus Rouver, Victor Mezzomo, Lucas Alves, Gabriel Robe e Victor Miranda, Victor Matzenbacker, Bruna Tomaselli e Fernando Bueno
A primeira geração da F-Junior: Matheus Rouver, Victor Mezzomo, Lucas Alves, Gabriel Robe e Victor Miranda, Victor Matzenbacker, Bruna Tomaselli e Fernando Bueno

Talvez o problema da falta de categorias de base no automobilismo brasileiro esteja começando a ser resolvido. Neste fim de semana, a Fórmula Junior, campeonato destinado a pilotos que estejam saindo do kart, estreou em Tarumã, na mais nova tentativa de reestruturação do esporte no Brasil.

Há algumas características da F-Junior que podem torná-la um campeonato viável mais viável para os jovens pilotos, em comparação com outros torneios que já surgiram nos últimos anos, mas morreram rapidamente.

A primeira é que ela é uma iniciativa de apenas uma federação, a do Rio Grande do Sul. Ao contrário de categorias que queriam correr no Brasil todo, esse certame realiza corridas apenas no RS, o que diminui os custos para os pilotos. A ideia do torneio, aliás, foi da própria federação, que solicitou os carros à CBA. Esses equipamentos já existiam, mas estavam parados desde que campeonatos como a F-Brasil e F-Universitária não deram certo.

Uma vez no Sul, os carros foram entregues às equipes da F-1.6, que são as responsáveis por inscrevê-los nos campeonatos.

A segunda vantagem do torneio é limitar a idade dos participantes a atletas de 15 a 21 anos, que busquem fazer carreira no esporte a motor. Essa é uma medida importante, porque evita que atletas amadores, aqueles que sempre tiveram vontade de seguir carreira no automobilismo, mas seguiram outros rumos, entrem na disputa.

E isso é fundamental no desenvolvimento de jovens pilotos, pois eles estão competindo entre si. Para progredir no automobilismo e testar os próprios limites, é importante duelar contra alguém que tenha a mesma idade e experiência e não contra alguns endinheirados que facilmente poderiam comprar uma vaga.

13 carros largaram em Tarumã
13 carros largaram em Tarumã

Com essas cartas na manga, a F-Junior reuniu 13 carros – de 16 pegos com a CBA – em Tarumã. O principal nome do grid foi Bruno Lopes, filho do Juan Mico, dono da equipe Mico’s na Stock Car. Além dele, alguns nomes conhecidos do kartismo nacional também estiveram presentes. Dessa forma, o balanço final é positivo. Ao todo, sete estados brasileiros estiveram representados, além da presença de um piloto vindo do Paraguai.

O regulamento da categoria determina que são duas baterias de 25 minutos por fim de semana. Apesar disso, em Tarumã foi apenas um vencedor, já que Victor Matzenbacker, de 15 anos, venceu as duas provas. Por isso, ele também foi declarado o vencedor da etapa, como piloto de melhor resultado na soma dos tempos. Outro destaque positivo foi a presença de uma competidora. A catarinense Bruna Tomaselli, também de 15 anos, esteve na pista e fechou com a quarta colocação na classificação geral.

Agora a F-Junior faz uma pausa e volta às pistas para a segunda das oito etapas, no dia 21 de abril, em Guaporé.

Ainda é cedo para falar se o campeonato vai vingar. Foi um começo promissor, é verdade, mas a organização do certame precisa ficar atenta a alguns detalhes caso queira ter impacto nacional e internacional. O primeiro é possibilitar que os pilotos avancem na carreira, seja por meio de um prêmio para o campeão, seja proporcionando testes em campeonatos maiores como a F3 Sudamericana ou o Brasileiro de Turismo (antiga Copa Montana).

Fora isso, o segredo é manter os pés no chão e esperar os próximos anos para ver se alguns dos graduados avançam para outros torneios nacionais ou até mesmo correr na Europa e nos Estados Unidos. Para mais informações sobre o campeonato, basta clicar aqui.

5 comentários sobre “Fórmula Junior – Agora vai?

  1. Tomarea que vá para a frente. Pode ser a salvação do automobilismo brasileiro, pois tanto o futuro do Brasil na F1 como na Indy está bastante crítica. 13 carros é um excelente número, já que a F3 Sul-Americana não coloca nem oito. Talvez se o campeonato der certo poderia se extender para o Paraná e quem sabe até São Paulo, como preliminar d F1 e da Indy?

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    1. Imagino que gastar para correr em outros estados, além de entrar na programação de F1 e Indy não deveria ser prioridade para um campeonato de olho no desenvolvimento de pilotos.

      Se tem grana para isso, seria mais válido dar um bom prêmio ao campeão. Ou treinos para novatos nos próximos anos. Isso que é o tal pés no chão do último parágrafo

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    2. Tem 4 autódromos no RS(mais um em Rivera, na divisa com o Uruguai ficando pronto se for o caso de ir “mais longe”). Não está nos planos da categoria sair do RS.

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