O sucessor de Stoffel Vandoorne

Antes de Stoffel Vandoorne, Benjamin Bailly era a bola da vez no automobilismo belga
Antes de Stoffel Vandoorne, Benjamin Bailly era a bola da vez no automobilismo belga

Enquanto todo mundo se prepara para acompanhar o GP da Malásia da F1, neste fim de semana, uma notícia passou quase que despercebida. A equipe RC, da F-Renault Eurocup, contratou o belga Benjamin Bailly para a disputada da temporada 2013. Este é o retorno do piloto aos monopostos depois de passar os últimos dois anos correndo de protótipos.

Embora seja um acontecimento sem maior importância, o acordo não deixa de ser curioso. É que Bailly foi o primeiro selecionado pelo programa de pilotos da federação belga de automobilismo, em 2009. Ele, aliás, já havia sido dispensado depois de competir na F2 no ano seguinte e não conseguir bons resultados.

Até aí, não é uma história tão diferente do que acontece em qualquer lugar do mundo. O que torna o retorno do belga à F-Renault especial é que o sucessor dele no programa, Stoffel Vandoorne, é o atual campeão da categoria, conseguiu a promoção à World Series by Renault e entrou para o programa de jovens pilotos da McLaren.

Por isso, a volta de Bailly aos monopostos, justamente na categoria que consagrou o compatriota é simbólica. É a forma que ele encontrou de recolocar a carreira nos trilhos e tentar ambicionar um futuro melhor no esporte.

Apesar da volta de Bailly, a federação belga está mais interessada no futuro de Neal Van Vaerenbergh
Apesar da volta de Bailly, a federação belga está mais interessada no futuro de Neal Van Vaerenbergh

Talvez o grande problema de Bailly tenha sido justamente a principal conquista da carreira, o título da F4 Francesa (então chamada Formul’Academy) em 2009. Com a taça, ele foi promovido à não muito promissora F2 e encontrou um grid com pilotos mais experientes, onde não se destacou, mesmo com uma vitória e outros dois pódios.

Mas como praticamente todo mundo que passou pela F2, o belga acabou se queimando e não conseguiu dar prosseguimento à carreira. Enquanto isso, a federação da Bélgica aprendeu com o erro e levou Vandoorne, após o título da F4, para a F-Renault, onde o passo não foi tão maior.

Para encerrar, se Bailly voltou à categoria em que Vandoorne foi campeão, então agora ele virou o sucessor de quem um dia foi antecessor, certo? Não é bem assim. Satisfeita com o desempenho dos jovens pilotos, a federação belga já prepara uma nova promessa para o esporte a motor. Neste ano, eles vão inscrever Neal Van Vaerenbergh, de apenas 16 anos de idade, mais uma vez na F4 Francesa. Alguma dúvida de quem já é o favorito?

2 comentários sobre “O sucessor de Stoffel Vandoorne

    1. É um programa simples até. Eles fazem uma seletiva e escolhem um piloto para investir. No primeiro ano, o cara vai competir na F4 Francesa, que é geograficamente próxima da Bélgica e só custa 55 mil euros. Depois o piloto vai avançando as categorias. No caso do Vandoorne, ele passou por F-Renault Norte-Europeia, Eurocup e agora está na World Series.

      Enquanto isso, a federação belga é responsável pela preparação do piloto, tanto física, quanto treinamento, além de ir atrás de equipes para ele. O programa também ajuda e vai atrás de patrocinadores. De qualquer forma, a própria federação tem alguns patrocinadores fixos que ajudam a pagar o avanço do piloto.

      Você pode ver um pouco mais como funciona nessa entrevista que o Stoffel Vandoorne deu: http://www.paddockscout.com/qa-with-stoffel-vandoorne/

      E, bom, tudo dá para fazer no Brasil, só precisa que alguém pague ué.

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