Esse é o carro de Loeb no GT Series de 2013
Esse é o carro de Loeb no GT Series de 2013

Sébastien Loeb disputou todas as etapas do WRC entre 2003 e 2012, com exceção de quatro provas em que estava machucado. Nesse tempo, conquistou um vice-campeonato e nove títulos mundiais, tornando a Citroën uma das montadoras de maior sucesso – se não a maior – da história da modalidade.

Mas não foi apenas a fabricante que alcançou seus objetivos. Todo mundo que resolveu investir em Loeb teve um retorno satisfatório ao final desse período. Por isso, nada mais natural que alguns patrocinadores da montadora no WRC acabassem se tornando investidores pessoais do piloto francês.

Uma dessas empresas foi a Red Bull. Em 2008, a fabricante de energéticos resolveu investir no certame ao patrocinador a Citroën, mas ampliou o vínculo também ao piloto. Juntos, conquistaram cinco títulos mundiais, um X de Ouro nos X Games, uma Race of Champions e uma vez ele se tornou o piloto francês do ano.

Além disso, Loeb chegou a testar pela Red Bull na F1 e foi especulado para a vaga de Sébastien Bourdais, mas acabou vetado pela FIA, que não lhe deu a superlicença.

Quando o francês resolveu deixar o WRC, a empresa de energéticos não pensou duas vezes e decidiu segui-lo independentemente do campeonato onde fosse correr. Como Loeb acertou com a McLaren para competir no GT Series – antigo GT1 – a Red Bull se tornou o principal patrocinador e entrando pela primeira vez no certame.

Não há dúvidas de que a Red Bull é uma das patrocinadoras de Pastrana
Não há dúvidas de que a Red Bull é uma das patrocinadoras de Pastrana

Se Loeb corresse em qualquer outra categoria, não seria diferente. Os taurinos já estavam presentes, por exemplo, nas incursões do francês pela Porsche Cup Francesa.

Entretanto, há um campeonato em que o megacampeão do WRC não teria o apoio da empresa austríaca – ao menos de forma oficial –, a Nascar.

Quem vive uma situação parecida com a de Loeb é Travis Pastrana, astro dos esportes de ação. O americano, que já foi campeão dos X Games tanto dando giros mortais em cima de uma motocicleta quanto pilotando um carro de rali, resolveu disputar algo menos emocionante em 2013 e fechou com a Nascar.

Neste ano, ele está competindo na Nationwide em um nada chamativo carro rosa e amarelo da equipe de Jack Roush. Embora o equipamento chame a atenção pela cor, também é notável a falta de patrocinadores. Isso, porém, não quer dizer que Pastrana não tenha parceiros. Quem paga o orçamento dele na Nascar é a mesma Red Bull, além da DC Shoes e do dinheiro do próprio piloto. Mas a Red Bull não estampa as corres no carro.  Nem a DC.

Portanto, a grande questão é por que Loeb tem apoio incondicional da empresa seja lá onde for correr e Pastrana não? Estariam eles em patamares diferentes para a fabricante de bebidas ou é apenas uma estratégia de marketing, já que a Red Bull acabou de deixar a Nascar?

Uma última alternativa é que a empresa austríaca tenha endossado a mudança de categoria de Loeb, mas não a de Pastrana. Pode ser que para eles fosse mais interessante ver o americano ainda nos esportes de ação e não correndo em um mercado como a Nascar.