O poster da etapa de Nogaro do GT Series. Pena que mesmo com Loeb, Barthez e Cacá Bueno o campeonato corra em circuitos do segundo escalão
O poster de Nogaro do GT Series. Pena que mesmo com Loeb, Barthez e Cacá Bueno o campeonato corra em circuitos do segundo escalão

O antigo Mundial de GT1 da FIA, agora renomeado como GT Series, se prepara para o início da temporada 2013. Após o fracasso do campeonato passado, que via os organizadores literalmente pagarem para os times menores correr e cumprir o grid mínimo estabelecido por contrato, o novo certame parece ter alguns atrativos a mais.

Além de nomes conhecidos do automobilismo mundial, como Álvaro Parente, Adam Carroll e Markus Winkelhock, o certame terá a presença de Sébastien Loeb, megacampeão do WRC, que vai disputá-lo de forma integral. Outro nome conhecido é o de Fabien Barthez, goleiro careca campeão do mundo pela França, na Copa de 1998, ao vencer o Brasil na decisão.

Aliás, os brasileiros terão uma boa oportunidade de se vingar do arqueiro. Isso porque ao menos oito pilotos do país devem disputar o campeonato. A BMW deverá ter Cacá Bueno e Allam Khodair em um carro, enquanto Sérgio Jimenez e Ricardo Zonta vão dividir o outro.

Já o time Rodrive, de Portugel, resolveu apostar nos pilotos daqui. Assim eles terão Matheus Stumpf, Claudio Ricci, Felipe Tozzo e Raijan Mascarello a bordo dos Ford GT.

Por causa da presença maciça dos pilotos do país – principalmente de certo pentacampeão da Stock Car –, o SporTV vai transmitir o campeonato em 2013. Assim, aqui do Brasil será possível acompanhar às corridas da GT Series e conferir o duelo entre os pilotos citados acima.

O único problema é o calendário da categoria. Depois de o GT1 ter sido reformulado, cortado a apenas cinco corridas na Europa e ter conseguido atrair nomes importantes do automobilismo de várias partes do mundo, nada mais natural que correr em algumas das pistas mais icônicas do esporte, certo?

Pois é, os organizadores não pensam assim. A rodada de Abertura acontece em Nogaro, na França, uma pista apenas do segundo escalão do país, atrás de Magny-Cours, Paul Ricard e Pau, por exemplo. Depois, os carros correm em Zolder e Zandvoort, onde há algum valor histórico, por já terem recebido a F1.

Na sequência, no dia 18 de agosto, o GT Sprint corre na Eslováquia, um país que está longe de ter alguma importância para o automobilismo mundial. A última etapa europeia acontece em Navarra, na Espanha, outro país que tem pelo menos meia dúzia de circuitos melhores em condição de receber a categoria.

A principal razão para esse calendário pífio é o custo. Afinal, alugar esses circuitos pouco relevantes é muito mais barato que montar etapas em Spa-Francorchamps, Monza, Hockenheim, Silverstone, entre outros. Mas aí essa escolha acaba diminuindo o valor do próprio campeonato. Lamentavelmente.