Alemanha x França

O clássico do futebol europeu chegou às pistas da F1
O clássico do futebol europeu chegou às pistas da F1

No futebol, Alemanha e França vem revivendo uma nova rivalidade nos últimos anos. Campeões do mundo e celeiros de craques icônicos em outras eras, agora esses times, com elencos renovados, buscam incomodar a Espanha na posição de maior equipe da Europa e do mundo.

Na F1, a situação não é muito diferente, afinal os dois países estão entre os maiores vencedores da história da categoria. E no mercado de pilotos para a temporada 2013 eles voltaram a viver uma nova batalha.

De olho na segunda vaga na Force India, Alemanha e França disputaram a hegemonia do país com mais pilotos na categoria. Com a escolha de Adrian Sutil como companheiro de Paul Di Resta, os germânicos seguem na frente, com quatro representantes. Além do returneé, os alemães ainda contam com Sebastian Vettel, Nico Rosberg e Nico Hülkenberg.

Isso porque Timo Glock e Michael Schumacher deixaram a categoria nos últimos meses, além de Nick Heidfeld, chutado em meados de 2011.

O curioso é que na época da saída de Heidfeld não havia pilotos franceses na categoria. Em um ano e meio, chegaram três: Romain Grosejan, Jean-Éric Vergne e Charles Pic. Além de Jules Bianchi, que estava na briga para deixar a França como país com maior delegação na F1. Nada mau para quem estava em crise alguns anos atrás.

Pilotos da Alemanha na F1
A Alemanha chegou a ter sete pilotos há alguns anos

Apesar desse renascimento relâmpago, a verdade é que a França sempre será uma exceção no cenário do automobilismo mundial. Um país que conta com um esporte construído em torno das 24 Horas de Le Mans e com a maciça presença de uma montadora – a Renault – na F1 e nas categorias de base jamais pode ficar de fora de um campeonato.

Mesmo assim, desde Sébastien Bourdais não havia pilotos do país na categoria. Para piorar, o último triunfo foi em 1996, quando Olivier Panis venceu o caótico GP de Mônaco em que apenas quatro carros receberam a bandeira quadriculada.

Nesse cenário, os franceses perceberam que não bastava se agarrar à glórias do passado, à força de Le Mans e à presença da Renault como garantia de sucesso na F1. Era necessário criar os caminhos necessários para que novos atletas entrassem na principal categoria do automobilismo mundial.

Para isso, duas coisas foram feitas. A primeira foi a reestruturação das categorias de base, para que os pilotos do país chegassem à F-Renault, por exemplo, com chances de serem competitivos. Para se ter ideia do sucesso, dos 41 pilotos que treinaram nesta semana em Aragón, 13 eram franceses.

A segunda medida é garantir que esses garotos tenham condições de avançar na carreira. Assim a federação de automobilismo da França (FFSA) criou o Team France, uma espécie de programa de jovens pilotos para fazer com que os garotos do país consigam dar prosseguimento no automobilismo até caminharem com as próprias pernas.

Com tudo isso, foi questão de tempo para surgir bons pilotos. Portanto, se Jean-Éric Vergne chegou à F1 com apoio da Red Bull, se Romain Grosjean conta com a Renault, Gravity e Total e se Jules Bianchi é empresariado por Nicolas Todt não é apenas coincidência. Não foram casos isolados de pilotos que surgiram no meio do nada, em um automobilismo inóspito. Pelo contrário. Eles são nomes que apareceram a partir do trabalho da França em revelar cada vez mis atletas com o passar dos anos.

P.S.: bom, agora volta o empate 4×4.

3 comentários sobre “Alemanha x França

  1. Paul Di Resta e escoces mas e tao britanico como Button, Hamilton e Chilton. Portanto sao 4 alemaes, 4 franceses e 4 britanicos…

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  2. Foi pena Bianchi nao ter entrado, ate porque pode nao ter uma outra oportunidade tao boa. Esta seria a altura ideal para ele. Num ano em que a Williams promoveu Bottas e a Sauber promoveu Gutierrez, so faltava a Force India promover Bianchi para termos tres estreantes de grande potencial nas tres equipas medias que nao tem grandes meios nem o apoio da Red Bull. Em 2014 Bottas e Gutierrez ja terao um ano de experiencia, o que colocaria a Force India em desvantagem se Bianchi fosse promovido nessa altura. Portanto pode ser mais um talento perdido, tal como aconteceu com Bruno Senna em 2009. Na F1 o talento nao basta, e tambem fundamental entrar-se na altura certa. Ate mesmo quando se tem um nome sonante e mala recheada (como no caso do Bruno) ou se pertence a um programa de jovens pilotos e se e gerenciado pelo filho do presidente da FIA (como Bianchi).

    Alem disso, termos quatro jovens franceses promissores faria tambem lembrar o tempo em que Prost, Pironi, Arnoux e Tambay foram grandes protagonistas da F1, no inicio dos anos oitenta, depois de um ciclo de hegemonia de pilotos ingleses e antes de outro ciclo onde predominavam os italianos. Agora dominam os alemaes, muito graças ao efeito dos sucessos de Schumacher nas ultimas duas decadas.

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  3. Belo trabalho, só espero que em terras tupiniquins um trabalho tão bom seja reconhecido e realizado a sua semelhança.
    E parabéns pelo blog Felipe, sempre bons posts com informações interessantes que não vejo em outros sites.

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