Roberto La Rocca perdeu o Brazil Open com problema mêcanico na volta de apresentação
Roberto La Rocca perdeu o Brazil Open com problema mêcanico na volta de apresentação

A quarta edição do F3 Brazil Open terminou de forma melancólica em Interlagos. Neste domingo, dia 20, apenas seis pilotos participaram da corrida decisiva. Três tiveram problemas mecânicos, o que abriu caminho para o título de Felipe Guimarães, com mais de 1 minuto de vantagem para Dmitry Suranovich o segundo colocado.

Os problemas mecânicos, aliás, deram a tônica do fim de semana. No sábado, foi Guimarães quem teve quebras no carro, abandonando as duas corridas e, consequentemente, sendo obrigado a largar em último na prova decisiva.

Neste domingo, foi a vez de Roberto La Rocca, então pole-position, ser obrigado a se dirigir aos boxes ainda na volta de apresentação com um problema no motor, o que deixou o companheiro de equipe sem adversários na luta pelo título.

Antes de tudo, é incrível como quebra o carro da Hitech. Desde que a equipe inglesa esteou na F3 Sudamericana, em 2010, é difícil ver um fim de semana em que dá tudo certo para eles. No mínimo, eles precisam desmontar o carro e ver qual o motivo de tantos problemas. Do contrário, mesmo com um equipamento mais rápido, eles são presa fácil para a Cesário.

Basta ver o que aconteceu na última temporada da F3 Sudam. Mesmo tendo estreado apenas na quarta etapa, Guimarães tinha chances de ser campeão, mas duas quebras quando estava na disputa pela vitória abriram caminho para que Fernando ‘Kid’ Resende, da Cesário, ficasse com o título.

Dessa vez, como a Cesário inscreveu apenas um carro na divisão Light, não tinha como a Hitech perder o Open. Foi apenas questão de ver qual dos pilotos não teria problemas para chegar até o final e comemorar a vitória.

Difícil saber se tinha mais gente no grid ou nas arquibancadas
Difícil saber se tinha mais gente no grid ou nas arquibancadas

O outro destaque – se é que podemos chamar assim – do Brazil Open foi o grid enxuto. Há algumas razões para que isso tenha acontecido. A primeira delas é que nos últimos anos, o campeonato contou com a participação de nomes como Yann Cunha, Lucas Foresti, Pipo Derani (que está na Nova Zelândia) e Victor Guerin, que usavam o torneio para se preparem para as F3 da Europa. Como ele já passaram da F3, não havia sentido voltar para carros menores.

Além da entressafra de pilotos brasileiros nas F3 da Europa, não houve renovação no grid aqui no país. Não é novidade que os pilotos que tentam carreira aqui no Brasil mal têm dinheiro para disputar a temporada completa da F3 Sudam, quanto mais para correr no Open. O resultado, portanto, é esse de seis carros no grid.

E, na verdade, isso não é uma. Se levarmos a F3 como parâmetro, em 2012, apenas três pilotos – Leonardo de Souza, Higor Hoffman e Raphael Raucci – disputaram todas as etapas. É impossível imaginar que haveria uma recuperação milagrosa da categoria desde o fim do campeonato, em dezembro, até agora.

O jeito é torcer para que no início da temporada de 2013, marcada para o dia 6 de abril, também em Interlagos, haja mais pilotos presentes. Acho difícil, mas não é impossível.

Para encerrar, se o Brazil Open teve um ponto positivo certamente foi a presença de pilotos estrangeiros. Com dois dos seis pilotos sendo internacionais, mostra que alguém lá fora ainda acredita nas condições oferecidas pelo automobilismo brasileiro.