A Performance, que corre na F3 Alemã, pode disputar algumas etapas da F3 Inglesa em 2013
A Performance, que corre na F3 Alemã, pode disputar algumas etapas da F3 Inglesa em 2013

A F3 Inglesa anunciou no fim do ano passado um pacote de regras para tentar superar a crise que está vivendo e continuar a existir. Afinal, um certame que teve apenas 14 carros de forma integral durante todo o campeonato de 2012 definitivamente precisava encontrar uma forma de se reciclar.

Para isso, uma das novidades apresentadas para a nova temporada foi a reformulação total da National Class. A partir de agora, ela passará a aceitar praticamente todo tipo de carro existente de F3. Ou seja, os antigos F308 usados na F3 Alemã, na extinta F3 Italiana e até mesmo na F3 Sudamericana poderão competir. Além deles, os carros da F3 Cup (categoria menor da Inglaterra) e da F3 Espanhola (Open) também estão liberados.

Para atrair as equipes, a organização da F3 Inglesa determinou que haverá um torneio à parte da National Class com rodadas nas etapas de Pau, Silverstone, Paul Ricard, Spa-Francorchamps e Nurburgring.

Embora tenha sido um tiro no escuro em um primeiro momento, os resultados já estão começando a aparecer. Enquanto as principais equipes do certame – Carlin e Fortec – ainda não anunciaram nada para o campeonato, quatro carros estão próximos de serem confirmados para a novíssima National Class.

O primeiro a anunciar a participação foi o desconhecido Kyle Tilley. O piloto inglês havia iniciado carreira nos monopostos, mas tinha se mudado para os carros de GT por causa dos custos elevados da categoria. Agora, podendo inscrever o próprio equipamento a um custo mais acessível na National Class, o piloto decidiu que estava na hora de dar uma chance à F3.

“Antes da mudança de regras para a temporada de 2013, a F3 era como um sonho irrealizável, por causa da falta de um orçamento enorme”, disse Tilley. Ele vai disputar a competição pela equipe Eagle, da própria família.

A outra equipe que está próxima da F3 Inglesa em 2013 é a sueca Performance, que participa também da F3 Alemã. A escuderia, aliás, disputou o campeonato britânico até o ano de 2007 e agora está disposta a tomar parte do novo troféu da National Class.

A equipe ainda não confirmou a participação, mas já afirmou que planeja inscrever carros para John Bryant-Meisner, Yannick Mettler e Thomas Jager já na pré-temporada e, quem sabe, andar também nas cinco corridas do novo campeonato da National Class.

Para encerrar, é inegável que as novas regras da F3 Inglesa já estejam dando resultado na expansão do grid. No entanto, a categoria pode acabar caindo no mesmo buraco em que está a MotoGP, onde há uma divisão entre as motos de fábrica e as CRT, que não são competitivas e só servem para encher o grid de largada na televisão.

Para evitar que isso aconteça na F3, a organização do campeonato precisa resolver duas questões importantes. A primeira é garantir o equilíbrio dentro da própria National Class para que uma equipe familiar como a Eagle tenha condições de disputar contra uma grande estrutura como é a Performance.

A outra é fazer com que os pilotos que se destaquem na National Class tenham a chance de avançar para a divisão principal e seguir a carreira em carros competitivos. Afinal, não adianta falar que o campeão terá uma bolsa se for para andar, no ano seguinte, na pior equipe do grid e sem maiores perspectivas.