Jazeman Jaafar está de volta à Carlin em 2013
Jazeman Jaafar está de volta à Carlin em 2013

Sempre favorita ao título da World Series by Renault, a Carlin confirmou nesta semana a dupla para a nova temporada. O malaio Jazeman Jaafar, atual vice-campeão da F3 Inglesa, terá como companheiro o colombiano Carlos Huertas, que estava na Fortec.

Curiosamente, essa não é a primeira vez que esses dois pilotos vão dividir a equipe. Eles foram parceiros em 2011, na F3 Inglesa, quando Huertas terminou com a terceira colocação e Jaafar foi o sexto.

Para uma escuderia que teve Will Power, Sebastian Vettel, Jean-Éric Vergne, Oliver Turvey e Jaime Alguersuari em suas canteras, a nova dupla foi recebida com certo desanimo, afinal trata-se de dois pilotos que pouco mostraram até agora em suas carreiras.

Jaafar é, de longe, quem teve mais sucesso. O malaio foi campeão da F-BMW Asiática antes de se mudar para a Europa. No entanto, no Velho Continente precisou de três temporadas na F3 Inglesa para ganhar a primeira corrida, terminando com o vice em 2012.

Huertas, por sua vez, também disputou o campeonato inglês por três anos – conquistando uma única vitória nesse período – antes de fechar 2011 com o terceiro lugar. O colombiano disputou, ainda, a World Series by Renault no ano passado, marcando apenas 35 pontos, sendo o 16º na classificação final.

Mesmo com a nova dupla não empolgando, a Carlin espera repetir uma receita de sucesso para ficar com o título de 2013. Nas duas vezes que a escuderia inglesa conquistou a taça da World Series by Renault, seus pilotos já eram velhos conhecidos.

Mikhail Aleshin só conseguiu bons resultados depois que passou um ano longe da Carlin
Mikhail Aleshin só conseguiu bons resultados depois que passou um ano longe da Carlin

Entre 2006 e 2008, a equipe inscreveu um carro para Mikhail Aleshin e, a partir de 2007, outro para Robert Wickens. Ambos faziam parte do programa de jovens pilotos da Red Bull, mas pouco renderam na categoria. Nesse tempo, eles conseguiram somente uma vitória cada, enquanto o russo teve o melhor resultado final com o quinto lugar em 2008.

Na temporada seguinte, a Red Bull decidiu que ambos iriam competir na então recém-criada F2, fazendo com que a Carlin fosse obrigada a apostar em outros pilotos. Na categoria da FIA, Wickens fechou com o vice-campeonato, enquanto Aleshin terminou com o terceiro lugar. Insatisfeita com o resultado, a empresa rubro-taurina acabou dispensando os dois.

Aí, quem entrou em cena foi a Carlin. Em 2010, a equipe inglesa resolveu dar uma nova chance a Aleshin. Mesmo competindo contra Daniel Ricciardo, da poderosa Tech 1, o russo finalmente conquistou o título da World Series, com três vitórias na campanha.

Em 2011, foi a vez de Wickens voltar ao time. Depois de ter ficado com o vice-campeonato da GP3, o canadense foi chamado pela escuderia inglesa para ser parceiro de Jean-Éric Vergne. Mesmo pressionado pelo francês até a última corrida, Robert conseguiu levantar a taça de campeão com cinco vitórias e sete poles.

Para a nova temporada, a estratégia é a mesma: apostar que o retorno de Huertas à escuderia seja o suficiente para levá-lo ao título.

A Carlin, na verdade, é uma das equipes que melhor trabalha a relação com os pilotos. Desde quando começou a participar da World Series, a escuderia ajudou na transição da F3 para os carros maiores de nomes como Narain Karthikeyan, Alguersuari, Turvey, Vergne e Kevin Magnussen, além de agora Jaafar. Isso sem contar Antonio Félix da Costa, que começou o relacionamento do time em Macau, em 2010, rendeu uma participação na GP3 e foi coroada com o título no Circuito da Guia no ano passado.

Apesar disso, o maior exemplo para nós aqui no Brasil é o de Felipe Nasr. Depois de conquistar o título da F3 Inglesa, em 2011, pela Carlin, o brasiliense acertou o retorno à escuderia no fim do ano passado, onde já competiu no GP de Macau, além de competir na GP2 neste ano.