O interesse das equipes da F1 nas categorias de base está cada vez maior.  Consequentemente, a competitividade também aumenta
O interesse das equipes da F1 nas categorias de base está cada vez maior. Consequentemente, a competitividade também aumenta

O ano de 2012 ainda não acabou – ao menos não quando este post foi feito –, mas já está na hora de pensar na próxima temporada. É verdade que ainda faltam quase quatro meses para o início das corridas na Europa, mas já é possível apontar em quais pilotos devemos ficar de olho em 2013.

Para isso, o World of Motorsport fez uma lista com cinco jovens competidores que terão nos próximos meses a oportunidade de consolidar a carreira e abrir caminho rumo ao sonho de chegar à F1 e às demais principais categorias do automobilismo mundial.

Ainda falando sobre a lista, dessa vez foi um pouco mais fácil montá-la, já que há muitos garotos promissores justamente naquele momento da carreira em que tiveram tempo para se adaptar após fazerem a transição do kart para os monopostos e por isso agora precisam mostrar resultado.

É parecido com o que aconteceu no futebol um tempo atrás. Quem acompanha as categorias de base desse esporte, sabe que geralmente em uma competição surge um ou dois bons nomes, no máximo. Entretanto, há alguns anos foi diferente. Em uma mesma geração apareceu gente como Neymar (Santos), Lucas (ex-São Paulo), Oscar (Chelsea) e alguns outros menos badalados.

O automobilismo está vivendo um momento semelhante. Na lista a seguir, você vai ver a presença massiva das equipes da F1, pois elas não só passaram a investir cada vez mais no desenvolvimento de novos atletas como calhou de uma nova geração de competidores estar junta nos campeonatos mais básico. Dito isso, vamos aos indicados.

Beitske Visser

5) Beitske Visser – Holanda

Se havia alguma dúvida sobre o desempenho de Beitske, a temporada de 2012 serviu para dissolvê-la. Mesmo novata, a jovem holandesa de apenas 17 anos de idade mostrou um bom rendimento na disputa da Adac Masters (campeonato alemão equivalente à F-Renault), terminando o ano com uma pole-position e duas vitórias.

Competindo pela Lotus, Beitske fechou o ano na oitava colocação na tabela de pontos, mas poderia ter conseguido um desempenho ainda melhor caso não tivesse perdido tantas corridas por causa de lesões. Ela sofreu dois graves acidentes, em Zandvoort e em Lausitzring, sendo obrigada a ficar de fora da etapa seguinte a essas.

Ironicamente, as duas vitórias da garota vieram justamente na etapa holandesa e no EuroSpeedway. Ou seja, ela mal teve tempo para comemorar. De qualquer forma, quando retornou às pistas, em Hockenheimring, a pilota mostrou que está recuperada ao ter um bom ritmo de prova, fechando o ano com três sextos lugares.

Ao que tudo indica, em 2013, Beitske deve disputar a F3 Alemã pela mesma equipe Lotus. Talvez não fosse o momento ideal de a holandesa avançar na carreira, já que uma segunda temporada na Adac a colocaria como favorita. No entanto, vai ser interessante ver se ela vai conseguir manter a sequência de vitórias nos carros maiores.

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4) Felipe Fraga – Brasil

O piloto paraense, mas erradicado no estado do Tocantins, viveu em 2012 uma temporada de altos e baixos. Competindo na F-Renault Alps, mas participando de algumas corridas da Eurocup, o brasileiro chamou a atenção por ser incrivelmente rápido nas corridas e capaz de fazer boas ultrapassagens.

O ponto alto, claro, foram os pódios conquistados na difícil pista de Pau e os dois de Barcelona, incluindo no encerramento da temporada da Eurocup, quando ultrapassou Daniil Kvyat, da Red Bull, para terminar entre os três primeiros.

Por outro lado, faltou consistência. Das 22 corridas em que participou, em 13 terminou fora da zona dos pontos. Em outras, um mau desempenho no treino classificatório o obrigou a fazer corridas de recuperação complicadas para, no máximo, fechar a disputa em nono ou décimo.

Como consistência rima com experiência, esse pode ser o caminho para que Fraga consiga melhores resultados em 2013. Com a F-Renault limitando o número de vagas por equipe, vai ser interessante ver por qual escuderia o brasileiro vai competir, isso depois de ter passado os treinos de pós-temporada andando com a Tech1.

Por fim, vale uma observação. Fraga é apenas um dos muitos brasileiros promissores que estão disputando a F-Renault. Além dele, Guilherme Silva, Victor Franzoni, Gabriel Casagrande, Bruno Bonifácio e Gustavo Lima participaram do certame. Todos praticamente tiveram resultados muito parecidos e têm boas chances de lutar pelas primeiras posições em 2013. Vai depender, obviamente, da evolução de cada um e da equipe que estiverem.

Felix Serralles

3) Felix Serralles – Porto Rico

Nos últimos anos, não foram poucos os pilotos americanos que tentaram a sorte na Europa. O mais famoso deles, claro, foi Scott Speed, que até chegou à F1, mas nomes como Josef Newgarden, Alexander Rossi, Conor Daly, Michael Lewis, Neil Alberico, Trent Hindman, Corey Smith e Jesus Rios também atravessaram o Atlântico em busca de um novo rumo à carreira.

Até agora, nenhum deu certo, ainda que seja um pouco cedo para falar algo a respeito de Rossi e Daly, ambos militando nas categorias de base.

Curiosamente, quem vem tendo o melhor desempenho entre os representantes da América do Norte é Felix Serralles. O garoto nascido em Porto Rico – que não deixa de fazer parte dos EUA – surpreendeu ao brigar pelo título da F3 Inglesa, sendo superado apenas por Jack Harvey e por Jazeman Jaafar.

Em 2013, Serralles assume o posto de líder da Fortec na tentativa de conquistar o título da F3 Europeia. O grande triunfo do porto-riquenho é o fato de seus melhores resultados terem sido conquistados nas etapas em que a F3 Europeia e a Inglesa dividiram a pista. Ou seja, quanto maior a concorrência e a pressão, melhor são os resultados.

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2) Pascal Wehrlein e Marvin Kirchhöfer – Alemanha

Lembra um tempo atrás quando a Alemanha tinha uma superfábrica de pilotos? Então, essa época terminou. Depois de revelar um garoto por ano, praticamente, os germânico viram Nico Hulkenberg chegar à F1, Christian Vietoris se acertar no DTM e foi só. Desde então, a única revelação foi Daniel Abt, que demorou para estourar e ó conseguiu uma boa temporada, em 2012, quando ficou com o vice-campeonato da GP3.

A boa notícia é que a evolução de Abt coincidiu com o surgimento de dois novos pilotos muito talentosos: Pascal Wehrlein e Marvin Kirchhöfer.

Pascal foi campeão da Adac Masters, em 2011, e seguiu para a F3 Euro Series, onde andou com a Mücke, tradicional equipe, mas que nunca foi de conquistar grandes resultados. Mesmo tendo o veteraníssimo Felix Rosenqvist como companheiro, o germânico conquistou uma pole-position, duas vitórias e 11 pódios para ficar com o vice-campeonato. Rosenqvist, por sua vez, terminou o ano apenas em quarto.

Agora, com um ano de experiência nas costas, Wehrlein terá todas as condições de levar a Mücke ao primeiro título na F3 Europeia. Isso se ele continuar na escuderia. O alemão ainda pode optar por uma equipe mais estruturada, aumentando ainda mais as chances de ser campeão.

Kirchhöfer por sua vez, é o atual campeão da Adac. O garoto de Leipzig, na antiga Alemanha Oriental, é um daqueles fenômenos do esporte a motor. Em 2011, ele conquistou o campeonato alemão de kart, antes de fazer a transição para os monopostos. Competindo pela Lotus, na Adac, o garoto venceu a primeira corrida que disputou na vida, além de triunfar em todas as três corridas da rodada decisiva, em Hockenheimring, para ser campeão mesmo sendo novato. Agora resta saber se ele será capaz de repetir Wehrlein e impressionar no primeiro ano em um F3.

AUTO - WORLD SERIES RENAULT MOSCOW RACEWAY 2012

1)      Nyck de Vries

Bicampeão mundial de kart e piloto em desenvolvimento da McLaren, Nyck de Vries teve uma boa temporada na estreia nos monopostos. Disputando a F-Renault Europeia pela mediana equipe R-Ace, o holandês terminou o ano na quinta colocação com dois pódios e outros três top-5. A única vitória veio na F-Renault Norte-Europeia, quando triunfou no Gamma Racing Day, em Assen.

Ainda assim, De Vries foi disparado o melhor novato do campeonato e tem tudo para ter uma excelente temporada 2013, ainda mais sendo beneficiado pelo movimentado mercado de pilotos, que viu os competidores veteranos se acertarem com outras categorias.

Para tentar o título, a imprensa holandesa diz que o piloto já fechou com a Koiranen – equipe finlandesa antiga parceira da Red Bull – o que o torna um dos favoritos à F-Renault no próximo ano.