Stoffel Vandoorne já havia andado pela Fortec nos treinos coletivos
Stoffel Vandoorne já havia andado pela Fortec nos treinos coletivos

Quando a Dams deixou vazar a contratação de Kevin Magnussen para a temporada de 2013 da World Series by Renault, eu disse que o mais importante do anúncio desastrado era mostrar que o caminho de Stoffel Vandoorne – atual campeão da F-Renault Eurocup – era mesmo substituir Robin Frijns na Fortec.

Dito e feito. Nesta sexta-feira, dia 21, veio a confirmação, e o piloto belga correrá pela equipe inglesa no próximo ano.

A escolha, na verdade, era um pouco óbvia. Por mais estruturada que a Dams seja na GP2, onde é a atual bicampeã, na World Series a equipe vem de uma temporada de estreia sem resultados muito expressivos. Assim, uma vez que Vandoorne estava negociando apenas com os dois times, talvez fosse só formalidade fechar com a escuderia britânica.

O problema dessa escolha é que ela aumentou vertiginosamente a pressão em cima do piloto belga para o próximo ano. Aos 20 anos, teoricamente o garoto não tinha nenhuma obrigação de ser campeão, afinal ele é um novato. É claro que ele pode surpreender, mas basta pegar os últimos vencedores da GP2 – todos com pelo menos quatro anos no certame – para ver como a experiência é importante nessas horas.

No entanto, a partir do momento que ele optou correr pela Fortec, não importa o que ele faça, ele será comparado a Robin Frijns.

E essa não vai ser uma situação fácil. Basta ver que o holandês, que também chegou à WSbR pela Fortec após conquistar a F-Renault Eurocup no ano anterior, cravou a volta mais rápida da prova logo na estreia, em Aragón, venceu a segunda corrida da qual participou e terminou o ano como campeão.

Por qualquer outra equipe, se apenas se aproximasse das marcas do antecessor, Vandoorne seria extremamente elogiado. Na Fortec, não. Por isso, talvez seja questão de tempo para começarmos a ouvir que o belga pode não ser tão bom quanto pensávamos.

Por fim, há ainda um complicador nisso tudo. Frijns não precisou enfrentar António Félix da Costa desde a primeira etapa de 2012. E agora o piloto português já vai ter uma temporada de experiência na categoria.