Reformulação na Academia da Ferrari

Entre altos e baixos, podemos dizer que o ano da Academia da Ferrari foi bom
Entre altos e baixos, podemos dizer que o ano da Academia da Ferrari foi bom

Criada em 2010 naquela ânsia de copiar a Red Bull no desenvolvimento de jovens pilotos, a Academia da Ferrari teve bons motivos para comemorar a última temporada.

Para começar, a maior aposta da Academia, Jules Bianchi, parece enfim ter se desenvolvido. O francês teve bom desempenho ao participar dos treinos livres da F1 pela Force India e só ficou com o vice-campeonato da World Series by Renault por ter sido acertado por Robin Frijns no polêmico final de Barcelona.

Entre os mais jovens, a instituição também teve boas marcas. O grande destaque foi Raffaele Marciello, que enfim estourou como piloto, disputou o título da F3 Euro e já é considerado um dos favoritos para 2013. No restante, Lance Stroll viveu um bom momento no kartismo, o que agradou Luca Baldisseri e os demais dirigentes do programa.

A boa fase, no entanto, não quer dizer que a Academia não precise de mudanças para o próximo ano. Nesta sexta-feira, dia 21, a empresa anunciou um plano de reformulação no plantel de jovens pilotos, trazendo as mudanças mais profundas desde a criação do programa, em 2010.

Para 2013, dois atletas foram dispensados. O primeiro é Sergio Pérez, que obviamente acabou liberado pela Academia a partir do momento em que vai competir pela McLaren. O outro que está livre é Brandon Maisano, que terminou a temporada com a terceira colocação na F3 Italiana, mas ao contrário de Marciello – de quem foi contemporâneo desde o kart – não conseguiu se desenvolver.

Antonio Fuoco, à esquerda, é o novo contratado da FDA
Antonio Fuoco, à esquerda, é o novo contratado da FDA

Para compensar a saída desses pilotos, a FDA anunciou a chegada de Antonio Fuoco, italiano de apenas 16 anos de idade, que vai fazer a transição do kartismo para os carros de fórmula no próximo ano, ao competir na F-Renault Europeia, ao que tudo indica, pela Prema.

Apesar de estreante, Fuoco vai ser obrigado a lidar com a pressão desde já. Como o garoto é apenas um ano e meio mais jovem que Marciello, ele vai sofrer todo tipo de comparação com o compatriota. Um ano e meio atrás, o atual piloto da F3 já tinha uma temporada da F-Abarth no currículo e estava lutando pelo título da F3 Italiana.

Fuoco, por sua vez, vai enfrentar um campeonato muito mais complicado na F-Renault, onde terá a concorrência de jovens pilotos da McLaren, Red Bull, Lotus e Caterham. Desnecessário dizer que o trabalho vai ser muito mais complicado. Ao menos, a chance de brilhar é muito maior.

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