Para sobreviver

A F3 Inglesa sofreu com gris enxutos em 2012, e a previsão é de piora para o ano que vem
A F3 Inglesa sofreu com gris enxutos em 2012, e a previsão é de piora para o ano que vem

Após uma temporada 2012 com grid enxuto, a F3 Inglesa terá em 2013 um ano decisivo. Com a nova expansão da F3 Euro, que passou a ser chancelada pela FIA e conseguiu atrair equipes, investimentos e pilotos, o certame britânico sabe que precisa se reinventar se quiser continuar a existir.

Para isso, a categoria divulgou nesta terça-feira, dia 18, um pacote de novas regras para tentar garantir a sobrevivência.

A principal mudança acontece no que diz respeito ao calendário. Em 2013, a F3 Inglesa terá nove etapas, sendo que nenhuma delas terá conflito de datas com o campeonato europeu. A ideia é óbvia: fazer com que os times da F3 Euro também possam participar das corridas na Inglaterra e vice-versa.

Essa mudança não é por acaso. A Fortec, por exemplo, já anunciou que Felix Serralles e Pipo Derani vão disputar a F3 Euro no próximo ano. Já a Carlin, que competiu em ambos os campeonatos em 2012, também se mostrou interessada em continuar a correr em toda a Europa.

Com a indefinição das principais equipes, os organizadores rapidamente se movimentaram para garantir um grid cheio. Para isso, eles decidiram reformular a National Class, que passará a aceitar praticamente todo tipo de carro existente de F3. Ou seja, os antigos F308 usados na F3 Alemã, na extinta F3 Italiana e até mesmo na F3 Sudamericana poderão competir. Além deles, os carros da F3 Cup (categoria menor da Inglaterra) e da F3 Espanhola (Open) também estão liberados.

Os carros da F3 Cup vão poder competir na F3 Inglesa em 2013
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Com isso, para tentar atrair equipes para a nova National Class, será disputado um campeonato à parte com etapas em Pau, Silverstone, Paul Ricard, Spa e Nurburgring. Aqui a ideia é que equipes desses países, com equipamentos da F3, decidam se juntar ao grid da F3 Inglesa, matando dois coelhos com uma só cajadada.

Como são justamente as etapas disputadas fora da ilha da Grã-Bretanha que têm menor grid – por causa das limitações financeiras das equipes pequenas –, esse minicampeonato extra serve para compensar o tamanho do grid com a chegada de novas escuderias oriundas desses países.

Por fim, as mudanças no regulamento determinam a diminuição da última corrida do fim de semana de 40 para 30 minutos e a redução da pontuação da corrida curta – com o grid invertido – para 12-9-8-6-5-4-3-2-1-0,5.

Todas essas mudanças são positivas para o campeonato, afinal, atrair pilotos é sempre um sinônimo de qualidade do grid. Só que é possível questionar como os carros defasados da nova National Class vão servir no desenvolvimento dos jovens pilotos.

Um piloto patrocinado pelo KFC e pela Pepsi não pode ser ruim
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Quem não está muito preocupado com isso é Anthony Hieatt, chefe da Double R. A equipe finlandesa anunciou, nesta semana, a contratação do italiano Antonio Giovinazzi, que é apontado como a grande esperança do automobilismo da Itália em um prazo não muito longo.

O garoto de 19 anos de idade foi campeão da F-Pilota China, em 2012, e surpreendeu ao vencer logo na estreia na F-Abarth, em Monza. É claro que talvez a sua contratação nada tenha a ver com as novas regras da F3, mas é desse tipo de atleta que o certame precisa, principalmente com o mercado de pilotos parecendo estar bastante esfriado.

Com isso, Giovinazzi pode ser a grande esperança de renovação de grid em um ano que a Red Bull já deu a entender que vai parar de investir no campeonato, passando a focar na GP3. Além disso, com a indefinição da Fortec sobre de qual F3 participar, o torneio parecia fadado a não atrair grandes nomes.

Até o momento, apenas três pilotos estão confirmados para 2013. Antonio e o indonésio Sean Gelael formam a dupla da Double R, enquanto Spike Goddard será piloto da T-Sport.

No entanto, alguns nomes devem ser anunciados em breve. Jordan King e Josh Hill devem fazer a transição da F-Renault NEC, enquanto Harry Tincknell pode permanecer com a Carlin. O canadense Nicolas Latifi também testou com o time de Trevor Carlin, enquanto o brasileiro Henrique Martins já disse que pretende disputar o certame.

Por fim, Oliver Rowland pode se tornar o novo alvo de disputa entre Fortec e Carlin. O britânico, que terminou na terceira colocação da F-Renault Europeia, apenas aguarda para saber se vai contar com o apoio da Racing Steps Foundation no próximo ano para definir aonde correr.

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