Will Power não teve muitos motivos para comemorar quando viu a lista de salários
Will Power não teve muitos motivos para comemorar quando viu a lista de salários

Você já se perguntou por que cada vez mais pilotos que não deram certo na F1 sequer cogitam uma transferência para a Indy? Essa não é uma resposta fácil. Acho que alguns preferem ficar na Europa sempre sonhando em voltar à categoria, outros pilotos já estão tão adaptados ao continente europeu que não querem se mudar para os Estados Unidos e também há aqueles que acham mais interessante competir em Le Mans e no DTM.

Obviamente, esses são motivos válidos, mas talvez haja outra razão: o salário nos EUA ser muito menor que no continente europeu.

Ao contrário da F1, onde todos os anos o Business Book GP – uma publicação francesa sobre negócios no automobilismo – faz uma lista dos rendimentos de cada atleta, na Indy praticamente não há estudos que revelem os salários dos competidores.

No entanto, quem começou a entregar os ganhos na categoria americana foi o jornal australiano ‘The Age’. O periódico fez uma lista dos 50 australianos mais bem pagos em todos os esportes, e nem Will Power, nem Ryan Briscoe apareceram.

Na lista, liderada por Andrew Bogut, pivô do Golden State Warriors na NBA, estão presentes cinco atletas ligados ao automobilismo. O mais bem pago entre eles é Mark Webber, que recebe US$ 12 milhões. Casey Stoner, da Honda na MotoGP, é o segundo, com US$ 8 milhões. Os demais são Chad Reed (Motocross) US$ 3 milhões, Marcos Ambrose (Nascar) US$ 1,5 milhão e James Courtney (V8 Supercars) US$ 1,2 milhão.

James Courtney, da equipe de fábrica da Holden, ganha mais que os piloto da Indy
James Courtney, da equipe de fábrica da Holden, ganha mais que os piloto da Indy

Ou seja, mesmo sendo um dos maiores vencedores da Indy nos últimos anos, Power ainda ganha um salário inferior a um piloto da V8 Supercars. Talvez isso explique por que é mais interessante para um aussie voltar para a casa ao invés de tentar carreira na Indy. Além disso, é possível traçar um paralelo com praticamente qualquer outro país.

De qualquer forma, se Power não está na lista, quanto de fato ele ganha? Embora não haja uma confirmação oficial, o jornalista Curt Cavin, do Indianapolis Star, estima que o australiano receba entre US$ 1,2 milhão e US$ 1,1 milhão. Ryan Briscoe, por sua vez, também teve um salário similar, embora um pouco menor.

Os demais rendimentos na Indy não devem ser tão distantes dessa realidade. Mesmo na Ganassi, dificilmente Scott Dixon e Dario Franchitti ganham muito mais do que isso. Prova disso é que não há uma guerra salarial na categoria. Outro ponto é que a maioria dos pilotos precisa levar patrocinador para as equipes, o que obviamente diminui os salários.

Assim, levando em conta que Power ganhe US$ 1,2 milhão, o piloto teria apenas o 12º maior salário da F1 em 2012. Nessa comparação, na frente dele estão Fernando Alonso, Lewis Hamilton, Jenson Button, Felipe Massa, Sebastian Vettel, Mark Webber, Nico Rosberg, Michael Schumacher, Kimi Raikkonen e até mesmo nomes como Heikki Kovalainen e Timo Glock.