Será que Pietro pode competir de igual para igual na Europa mesmo tendo apenas experiência em ovais?

Durante a transmissão do GP de Brasil de F1, na TV Globo, Emerson Fittipaldi deu uma má notícia aos fãs da Nascar. O neto, Pietro, vai deixar os Estados Unidos, em 2013, para tentar a carreira em categorias de monopostos da Europa, de olho em um dia chegar à F1.

Com isso, a presença de pilotos brasileiros no principal campeonato do turismo norte-americano começa a ficar cada vez mais restrita a Nelsinho Piquet e Miguel Paludo.

Pietro disputou duas temporadas nos Estados Unidos, sendo campeão da divisão Limited Late Models e vencendo uma corrida da Nascar All American Series – onde terminou na 224ª posição do ranking nacional –, sempre competindo apenas no oval de Hickory. Por isso, a expectativa era de que em alguns anos ele estreasse na Nascar East/West, já se preparando para uma transição para as divisões principais.

Agora esses planos, pelo menos, vão precisar ser adiados. Apesar disso, se mudar para a Europa pode dar certo para o brasileiro. O que não quer dizer que a adaptação será fácil. Antes de tudo, Pietro precisa mostrar que pode competir de igual para igual com qualquer piloto, mesmo praticamente não tendo experiência em karts, além de ter pilotado um carro de turismo em um circuito oval nos últimos anos.

Porém, se Emerson está tão confiante em tirar o neto dos Estados Unidos, onde ele trilhava uma carreira bastante promissora, não deve ser por acaso. Provavelmente, o garoto já testou monopostos e deve ter conseguido um resultado satisfatório. E Pietro tem apenas 16 anos de idade, ou seja, ainda tem tempo para se adaptar ao novo carro.

Além disso, para o automobilismo brasileiro, é bom ter um nome de peso correndo lá fora. Pietro pode ser uma espécie de líder de uma geração bastante promissora de jovens que estão se aventurando nas categorias menores da Europa. Até porque, na hora de procurar um patrocinador, fica mais fácil explicar que vai competir no mesmo campeonato que o neto de Emerson Fittipaldi.

Entretanto, se nada disso der certo. Pietro sempre terá a opção de voltar à Nascar. Vamos supor que ele fique quatro anos na Europa, mas sem conseguir bons resultados. Se decidir voltar aos EUA, ele ainda terá 20 e poderá retomar a carreira de onde parou sem maiores problemas.

Um último detalhe que poder ter a ver com a decisão de trocar os EUA pela Europa foi Pietro ter se envolvido naquela polêmica da Lei de Incentivo ao Esporte. Não sei de que forma isso pode tê-lo afetado. Talvez tenha havido pressão de algum patrocinador para justificar o investimento sem ser via lei ou então essa pode ser uma forma de voltar a contar com esse dinheiro.

Pietro e Emerson ainda não anunciaram em que categoria o garoto vai competir em 2013.