António Félix da Costa, enfim, campeão

É difícil encontrar um piloto que tenha brilhado tanto em 2012 quanto António Félix da Costa. O português começou o ano brigando pelo título da GP3 e de repente foi chamado pela Red Bull para integrar o programa de jovens pilotos da empresa. A partir daí, foi questão de tempo para deslanchar.

Sem deixar a GP3 de lado, o luso mostrou que estava em uma classe diferente de pilotos na World Series by Renault ao superar a concorrência sem maiores dificuldades. No final, uma sequência de quatro vitórias – e um segundo lugar – nas últimas cinco corridas deixou a sensação de que o ibérico poderia ter lutado pelo título do certame se tivesse disputado todas as corridas.

Depois de tudo isso, de forma mais do que merecida, Félix da Costa foi chamado pela Red Bull para participar do treino dos novatos, em Abu Dhabi, onde terminou como o mais rápido em um dos dias de atividade.

Mas faltava alguma coisa ao português. Ele tinha sido o piloto a ser batido em tantas provas, mas não pôde ser chamado de campeão em momento algum.

Bom, agora não falta mais nada. Neste domingo, dia 18, o piloto mostrou que realmente está em um nível diferente dos adversários e se tornou o campeão do GP de Macau ao vencer praticamente de ponta a ponta. Era a joia que faltava na coroa de Félix da Costa.

E a máxima de que para se vencer em Macau primeiro é preciso chegar ao final da última corrida ficou evidente em 2012. Félix da Costa – assim como os primeiros colocados – não cometeu erros durante todo o fim de semana e teve o triunfo mais do que merecido.

P.S.: não tenho certeza do que aconteceu, mas parece que tocaram o hino errado na hora que Félix da Costa subiu ao pódio, o que é bastante bizarro, já que Macau é um antigo enclave português. Para tentar contornar a situação, a família Félix da Costa e outros lusos no lugar começaram a cantar o hino eles mesmos e, incrivelmente, a cerimônia do pódio continuou com eles cantando como se fosse oficial.