O campeão invisível

Pierre Kleinubing (o com a taça na mão) comemorou o título da Continental Series

Em meados da década passada, quando o automobilismo brasileiro andava em baixa na Europa, todos os anos dois títulos eram garantidos. O primeiro vinha com Raphael Matos, que triunfou em praticamente todas as categorias de base dos Estados Unidos. O segundo era de Pierre Kleinubing, um piloto de 38 anos, nascido no Rio Grande do Sul e que se mostrou mestre em campeonatos menores de turismo nos próprios EUA.

Em 2012, a situação não foi tão diferente. O primeiro título brasileiro f0i nos monopostos, com Nicolas Costa se sagrando campeão da F-Abarth. O segundo, adivinha, foi mais uma vez do desconhecido Kleinubing, que triunfou na Continental Series na divisão ST – formada por carros derivados dos de rua.

Esse foi o mesmo campeonato em que Nelsinho Piquet participou da etapa da Road America como preliminar da Nationwide. Mas é mais fácil explicá-lo como sendo a categoria de acesso da Grand-Am.

O Mazda 31 foi usado por Kleinubing em 2012

A Continental Series é dividida em duas divisões. A principal é a GS (Grand Sport) com os carros GT, além de outros veículos montados para as corridas. A Street Turner (ST) tem carros menos menores e menos potentes, e foi nessa divisão que o brasileiro venceu.

O título veio apenas na última etapa, em Lime Rock, no final de setembro. O brasileiro ganhou a prova e ainda contou com a décima colocação dos então líderes do campeonato, Derek Whitis e Tom Long, para ficar com a taça. Além do triunfo na etapa decisiva, Pierre já havia triunfado na abertura do campeonato, em Daytona.

Apesar de disputar uma divisão menor do automobilismo americano, Kleinubing derrotou alguns pilotos bastante experientes. Entre aqueles que participaram do campeonato estavam nomes como Andy Lally (com passagem por ALMS e Nascar), Gunnar Jeannete (ALMS e LMS), Chad McCumbee (Nascar) e Terry Borcheller (Grand-Am e ALMS).

Pelo pouquíssimo que pude acompanhar, acho que se o brasileiro disputasse campeonatos mais badalados, como a própria Grand-Am ou ALMS, ele não faria feio com relação aos pilotos que disputam esses campeonatos. Não estou dizendo que seria campeão, mas acho que conseguiria tranquilamente andar no meio do bolo, entre GTs e protótipos.

Você pode ver maiores informações sobre Pierre Kleinubing no perfil que tem no site da equipe que ele defendeu em 2012, para isso basta clicar aqui.

Um comentário sobre “O campeão invisível

  1. O problema é que falta o famoso “combustível financeiro”. Muita gente que poderia estar bem em categorias importantes simplesmente fica relegado a campeonatos menores.

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