Sem Ralf Schumacher, Coulthard e Susie Wolff, a Mercedes tem três vagas em aberto para 2013

A Mercedes foi pega de surpresa nesta semana com a notícia de que três dos seus pilotos vão abandonar as pistas no final da temporada. A exemplo do que Michael Schumacher decidiu na F1, um trio de competidores anunciou que vai se aposentar do DTM.

O primeiro a dar a notícia foi Ralf Schumacher, que resolveu seguir o irmão mais velho e se dedicar a coisas fora das pistas. Depois, foi a vez de David Coulhtard, que jamais conseguiu engrenar nos carros de turismo, afirmar que vai ficar apenas em seu trabalho na televisão inglesa e, por fim, Susie Wolff quer trocar o campeonato alemão por uma participação ainda maior na Williams, onde é esposa de um dos acionistas.

A primeira consequência da saída do trio é uma espécie de rejuvenescimento do plantel da Mercedes. Como os três competidores somavam quase 500 anos de idade estavam entre os mais experientes da escuderia, a partir de agora a Mercedes precisará reconstruir o time levando em conta essa diminuição da idade.

No entanto, isso já aconteceu na temporada passada. Antes do campeonato de 2012, a montadora de Stuttgart contratou Roberto Merhi, Robert Wickens e Christian Vietoris naquilo que chamou de futuro da fabricante no DTM. Os três receberam atenção especial, e até mesmo Michael Schumacher apareceu na apresentação como uma espécie de tutor dos jovens pilotos.

A estratégia, porém, não deu tão certo. Dos três, Vietoris foi quem teve o melhor desempenho em 2012. Até antes da etapa de Hockenheimring, neste fim de semana, o germânico ocupa a 11ª posição na tabela de pontos, mas tendo pontuado apenas na primeira metade do campeonato. Wickens é o 16º, com 14 pontos, enquanto Merhi sequer pontuou.

É justamente por isso que não faz sentido a montadora contratar jovens talentos pra as três vagas abertas. Por melhores que sejam os candidatos, eles também vão precisar de um período de adaptação na categoria antes de obter bons resultados.

Apesar da renovação forçada, a Mercedes segue brigando por vitórias

Além disso, a Mercedes também não tem pressa para resolver a situação. Com os experientes Gary Paffett e Jamie Green brigando pelo título, a quota de vitórias para os próximos anos está relativamente garantida. Dessa forma, a empresa pode esperar para que um dos jovens pilotos se desenvolva a ponto de também brigar por triunfos e títulos.

Assim, vejo que a fabricante tem duas opções nessa reconstrução do plantel. A primeira é seguir a tática de contratar jovens pilotos para montar um plantel deveras promissor e esperar que um ou dois pilotos possam vir a ser campeões em alguns anos. Com isso, não é absurdo pensar que nomes como Daniel Juncadella e Sam Bird estejam entre os mais cotados para 2013.

A outra opção é aproveitar esse espaço no plantel para arriscar algumas grandes contratações. A montadora poderia se aproveitar do mercado apertado na F1 para trazer algum ex-piloto de lá. Para 2013, por exemplo, é bem capaz que gente como Kamui Kobayashi e Vitaly Petrov fiquem sem lugar, portanto a empresa poderia tentar a contratação de algum deles. Outras boas opções seriam Nick Heidfeld e até mesmo Robert Kubica, dependendo da recuperação do polonês.

Por fim, a última vaga deve ficar com uma pilota. Como não são muitas mulheres que têm se destacado no esporte a motor é difícil apontar algum nome. Eles podem ir atrás de Cyndie Allemann ou Natasaha Gachnang, que tiveram participação em competições de GT e endurance nos últimos anos, ou até mesmo em alguém que dispute as categorias menores na própria Alemanha.