Cinco opções para a F1 correr nos EUA em 2013

Apesar de toda a divulgação, a F1 não deve correr em Nova York em 2013

O calendário da F1 parece sofrer mudanças a cada dia. Ontem eu falei aqui no World of Motorsport sobre a possibilidade de a categoria disputar o GP da Tailândia, com apoio da Red Bull. Nesta quinta-feira, o boato da vez é que o GP da América, em Nova Jersey, marcado para acontecer no próximo ano, deverá ser adiado apenas para 2014.

O motivo do adiamento está na liberação de alguns terrenos, onde serão construídas estruturas – como os boxes e os prédios para imprensa e direção de prova – do circuito de rua.

Dessa forma fica uma grande dúvida para o próximo ano. Será que teremos um calendário de apenas 19 corridas ou Bernie Ecclestone vai arrumar um novo lugar para a F1 correr? O mais provável que aconteça é a segunda opção, com algum lugar como Turquia ou Valência retornando ao calendário.

No entanto, o chefão da F1 bem que poderia escolher uma pista no próprio Estados Unidos como substituição para New Jersey. O país norte-americano tem bons circuitos e não seria um grande problema arrumar um lugar de qualidade para a categoria.

É claro que isso é bastante improvável de acontecer, mas listo neste post cinco opções para Bernie pensar bem e, quem sabe, levar a F1 para algum desses lugares em 2013.

1)      Road America

O tradicional circuito de Elkhart Lake é sem dúvida um dos mais legais dos Estados Unidos. Recentemente, ele até substitui de última hora o oval de Milwaukee como sede da corrida da Nascar no estado do Wisconsin, então entrar no último momento em um calendário de competições não é algo novo para os donos do traçado.

O problema aqui seria convencer Bernie a leva a F1 para o meio do nada, em um circuito que não tem grandes áreas de escape asfaltadas como os Tilkódromos e até possibilita ultrapassagens sem a necessidade de artifícios como Kers e asa traseira móvel.

As subidas e descidas misturadas a curvas de 90º seria um desafio único na F1, além do perigoso Carrossel.  E o asfalto da pista – com até concreto em alguns pontos – deixaria os engenheiros da Pirelli e das equipes cheios de problemas.

Por isso, a única chance de Road America entrar na F1 é a chegada de um novo investidor disposto a pagar todas as taxas exigidas por Ecclestone. A partir daí, talvez algumas equipes peçam áreas de escape asfaltadas, mas essa questão da segurança – por não ser grava – pode ser relevada por se tratar e uma corrida de última hora.

2)      Laguna Seca

O Mazda Raceway é um lugar ainda mais improvável de receber a F1, já que tem os mesmos problemas de segurança de Elkhart Lake. Não é algo preocupante, claro, mas está bem longe do padrão estabelecido pela F1 nos últimos anos.

Se você ignorar o Saca-rolhas, o traçado também não é dos mais emocionantes, então aqui a asa traseira móvel e o Kers deverão trabalhar. Aliás, já pensou que legal seria se a zona de ultrapassagem fosse justamente antes da tradicional curva em S? Aí quem sabe poderíamos ter dois carros lado a lado na descida do Saca-rolhas.

Para que Laguna Seca tenha uma chance, seria bom que a Mazda tivesse algum interesse de entrar na categoria, ao menos como investidora. Do contrário, somente se algumas empresas estivessem dispostas a pagar as taxas necessárias.

A vantagem para Road America é a localização do circuito, na Califórnia, próximo a algumas grandes cidades como Los Angeles e São Francisco.

3)      Cleveland

Sabe qual a chance de a F1 fechar o aeroporto de Cleveland para correr por lá? Zero. Mas não há muitas dúvidas de que seria uma corrida sensacional. A largura da pista permitiria que as ultrapassagens acontecessem aos montes, e o asfalto destinado aos aviões seria algo que Pirelli e engenheiros passariam horas e horas tentando desvendar.

O aeroporto, no entanto, tem algumas vantagens logísticas, como o corte de custos em precisar transportar o equipamento das equipes para a pista, afinal os aviões já vão pousar no próprio circuito.

Também valeria o momento histórico de pela primeira vez a F1 correr em um aeroporto, mas nada que possa fazer Ecclestone gostar da ideia. A verdade é que o chefão só pensa nas verdinhas, e uma corrida em Cleveland só vai acontecer se ele ganhar muitas delas.

4)      Watkins Glen

Glen talvez seja o circuito mais próximo de receber a F1 de toda essa lista. Em primeiro lugar, pesa a favor do traçado o fato de ele já ter feito parte do calendário da categoria no passado. E como recebeu a Indy e ainda tem uma prova da Nascar, então ele não ficou parado no tempo e até recebeu algumas obras de modernização.

É um circuito bastante interessante para a F1, principalmente pelos Esses e a possibilidade de ultrapassagem – e de confusão – na Bus Stop. A curva 1 também pode ser um drama, principalmente na largada, por isso seria bom que Pastor Maldonado e Romain Grosjean se comportassem por lá.

A asa móvel poderia ser acionada na reta de largada, com os carros podendo alcançar a curva 1, em descida, na briga por posição. Outro ponto pode ser antes da Bus Stop, que deixaria as coisas ainda mais interessantes. O traçado longo – usado pela Indy – é bastante apertado e praticamente impede ultrapassagens, tudo o que a F1 gosta.

Um último ponto favorável é que Glen está localizado no próprio estado de Nova York, embora seja muito longe da Big Apple. Por isso, além de poder conseguir algum investidor, ainda estaria no mesmo nicho de público do atual GP da América.

5)      Long Beach

A Praia Grande californiana também já esteve na F1 no passado, mas agora está estabilizada na Indy. Como a corrida americana é o principal evento do ano, dificilmente Ecclestone concordaria em deixar a F1 em segundo plano, ou mesmo dividir o traçado no mesmo final de semana.

Supondo que Kevin Kalkhoven e os demais organizadores concordem em atender todas as exigências da F1, não haveria grandes necessidades de reformas no circuito. E a proximidade com Los Angeles seria muito interessante pra gerar interesse pela prova, além de atrair patrocinadores.

O problema são os muitos e muitos bumps do circuito, que poderiam danificar um carro de F1 mais frágil, motivando a choradeira das equipes.

7 comentários sobre “Cinco opções para a F1 correr nos EUA em 2013

  1. A Formula 1 já correu em um aeroporto, em Zeltweg, no primeiro GP da Áustria registrado. Mas, sem dúvida, seriam circiutos excelentes para as corridas e que não atenderiam aos requisitos de segurança sem 1 ano de obras e muito dinheiro, o que os pobrezinhos do norte não possuem…

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  2. Felipe, aposto com vc que roas américa teria pouquíssimas ultrapassagens, lá tem muita curva de média e alta, de raio longo e isso , se é ótimo pra pilotar, é péssimo pra ultrapasar pq dificulta muito o carro de trás seguir o da frente de perto no contorno da curva. Pra mim, a melhor opção é uma pista que a GRAND AM corre e vc não falou, acho que é em SEATTLE, a SUPERBIKE anda lá tb, pista grande, muita área de escape, larga, retas longas, bem interessante

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  3. Infelizmente a F1 não correria em nenuhm desses, por frescura dos carros, pneus, pilotos, fanboys e Ecclestone. A F1 é “superior” demais pra se rebaixar ao nível de correr nestas pistas incríveis e históricas. Prefere pistas insossas, sem valor histórico e pouco desafiantes.

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