O futuro de Pastor Maldonado na F1 pode ser definido neste final de semana

Acho que como todo mundo sabe, esse final de semana é muito importante na vida de cada cidadão. É com o poder do voto que se vai definir os futuros governantes pelos próximos anos. Claro que as eleições municipais brasileiras são importantes, mas elas não são o assunto deste post. Falo do pleito presidencial da Venezuela, que pode afetar diretamente a F1 e boa parte das categorias do automobilismo mundial.

Não é novidade que o principal patrocinador de Pastor Maldonado é o próprio governo venezuelano, e a vaga do piloto na Williams está diretamente ligada ao tanto de dinheiro que ele consegue levar para a escuderia.

Pois bem, nesta sexta-feira, dia 5, Maldonado concedeu uma entrevista em Suzuka – onde está sendo disputado o GP do Japão – e disse que o futuro dele pode não estar na Williams no ano que vem.

Em um primeiro momento, é possível pensar que o venezuelano está de olho em vagas melhores no grid. No entanto, as grandes equipes já estão com as duplas definidas para o próximo ano e extremamente improvável que ele termine como companheiro de equipe de Fernando Alonso na Ferrari.

Assim, para que Maldonado tenha chances maiores de vitória, sobrariam a Lotus – onde há choque de interesses entre a PDVSA e a Total – e a Sauber, que tem a dupla de 2013 completamente indefinida.

Levando em conta que também deve haver uma multa caso o governo venezuelano rompa o contrato com a Williams é bastante difícil que o piloto mude de equipe.

Jovens pilotos como a Samin Gomez podem sofrer caso mude o governo da Venezuela

Mas e se Hugo Chávez perder as eleições para o candidato da oposição, Henrique Capriles? Bom, nesse caso, ninguém sabe o que vai acontecer. Como Chávez não foi lá muito democrático quando usou o dinheiro venezuelano para apoiar os pilotos, é bom possível que o novo governo corte toda a verba.

Por outro lado, também não seria um absurdo pensar que a imagem de Maldonado vencedor é boa para a Venezuela, então pode haver uma enxugada no patrocínio, mas ainda assim a manutenção de algum apoio financeiro. Se não for o suficiente para garantir uma vaga na Williams, talvez na Sauber, na Force India ou mesmo na Caterham. E também nada impede que outras empresas venezuelanas decidam apoiar Pastor no próximo ano.

Assim, quem sai perdendo com a mudança no governo é o automobilismo venezuelano. Nos últimos anos, se tornou bastante comum jovens pilotos do país tentarem seguir carreira tanto nas categorias de base europeias quanto nas dos Estados Unidos. Só que sem o investimento estatal, provavelmente o esporte a motor por lá será dizimado.

Nesse cenário, assim como Maldonado, talvez um ou outro jovem mais talentoso consiga atrair recursos – estatais e/ou privados – para continuar no esporte. Ou seja, para os demais pilotos agora já é tarde para começar a fazer campanha.