Adeus top-35

Os treinos classificatórios da Nascar devem ficar mais emocionantes (mas não muito) em 2013

Até o início da próxima temporada, a Nascar deve anunciar modificações na regra do top-35. Atualmente, o regulamento diz que os 35 primeiros colocados no campeonato dos donos de equipe – Owner Points – têm participação garantida nas corridas mesmo que não consigam se classificar por velocidade no qualifying.

Essa regra foi criada, há alguns anos, como uma forma de premiar as equipes que investem no campeonato. Assim, era mais fácil chegar a um possível patrocinador e vender a participação em todas as 36 corridas do ano, sem aquele risco de o investidor pagar por uma prova, mas terminar sem a exposição prometida, já que o piloto teve um problema no treino classificatório.

O problema é que nos últimos anos, com a crise econômica, essa regra ficou um pouco defasada, pois não há mais 35 carros competitivos. Se antes havia uma briga para os times ficarem acima dessa linha de corte, agora ninguém mais se preocupa com isso, já que a divisão é feita apenas entre as equipes lixozinhas.

Por causa disso, a Nascar pretende mudar a regra em 2013. A ideia é que no próximo ano os 35 primeiros (ou mais) do treino classificatório garantam automaticamente vaga nas corridas. Os lugares restantes seriam compostos pelos pilotos que ficaram de fora, mas estão bem classificados no Owner Points.

Ou seja, em uma corrida que haja, por exemplo, 50 inscritos, os 35 mais rápidos estão garantidos, independentemente da posição de cada um na tabela de pontos. Então podemos ter 25 pilotos de equipes pequenas dentro da corrida, além de dez entre os times grandes. Daí, dos outros 15, completam o grid os pilotos cujos carros somaram mais pontos ao longo da temporada.

A regra é boa, mas não deve mudar muito o que já conhecemos. Se tivéssemos muitas equipes brigando pela classificação em cada prova, seria uma decisão mais emocionante. Mas com 44 a 46 inscritos por etapa, como acontece em 2012, as posições finais continuarão sendo disputas entre times adeptos do start-and-park.

O problema para a Nascar, nesse momento, é encontrar uma maneira de garantir a participação das grandes equipes em todas as corridas, para que problemas como um acidente ou uma quebra de motor no treino classificatório não signifiquem eliminação imediata. Afinal, ninguém quer ver Jeff Gordon, Jimmie Johnson, Kyle Busch ou Tony Stewart de fora por uma obra do acaso.

Assim, a categoria tem duas opções. A primeira é diminuir o número de pilotos garantidos nas etapas, para 20 ou 25. Dessa forma, dificilmente alguém das equipes principais ficará sem uma das últimas oito vagas (36º em diante) no grid de largada. É difícil pensar que dez ou 12 pilotos dos 25 primeiros da tabela de pontos vão estar na briga por esses postos restantes.

A outra opção é determinar que nessas últimas vagas – a partir do 36º – a posição no campeonato seja respeitada. Com isso, o resultado do treino classificatório passa a não valer para esses pilotos. Se você é o primeiro colocado na tabela de pontos, mas sofre uma quebra no motor, então certamente terá um lugar garantido para correr e assim por diante. O problema dessa medida é que os oito primeiros colocados na pontuação já sabem que o qualifying não vale nada, então não precisam se dedicar à tomada de tempo.

Apesar desse porém, entre as duas opções, eu escolheria a segunda. Assim, para evitar que um piloto não preocupasse com o treino classificatório era só limitar o número de vezes – da mesma forma que acontece hoje – que um piloto pode usar essa garantia.

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